segunda-feira, 13 de julho de 2020


#LIVROS

TÍTULO DO LIVRO: PARIS PARA DOIS UM E OUTROS CONTOS


TRADUÇÃO: ADALGISA CAMPOS DA SILVA, MARINA VARGAS E VIVIANE DINIZ

EDITORA: INTRÍNSECA

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2017

NÚMERO DE PÁGINAS: 237

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

            Jojo Moyes, uma escritora de renome internacional, tem muitos livros de sucesso. Dois deles já têm resenha neste blog. Junto de um deles, há um pouco mais sobre a biografia dela. Acesse-as pelos links abaixo:


Este livro é um livro de contos. Não sou muito fã de contos, mas não há nada que impeça o desfrute da leitura.

O primeiro dos dez contos do livro dá título a ele e é o mais longo tendo quase 100 páginas. É narrado em terceira pessoa e conta a história de Nell, uma inglesa de personalidade forte, que num impulso compra duas passagens de trem para passar um fim de semana em Paris. A intenção era passar dias agradáveis com o noivo Pete, mas ele se prende num imprevisto e ela acaba indo sozinha embora o esperasse na manhã seguinte no quarto do hotel reservado. Entretanto, ele não aparece e ela está avaliando os prós e contras de estar na Cidade Luz sozinha.

Ela decide sair do hotel e os acontecimentos que se sucedem, vão mudar seu modo de pensar e de viver, transformando sua viagem numa aventura inesquecível.

Contos muito curtos não me prendem. Sendo assim, vou apenas enumerá-los:

Ø  Entre os tuítes;
Ø  Tarde de amor;
Ø  Um pássaro na mão;
Ø  Sapatos de couro de crocodilo;
Ø  Assalto;
Ø  O casaco do ano passado;
Ø  Treze dias com John C., e;
Ø  A lista de Natal.

Todos eles trazem situações inusitadas bem escritas com uma linguagem de fácil entendimento, como é o estilo da autora.

No último conto Lua de mel em Paris temos um conto escrito em primeira pessoa por duas narradoras em capítulos alternados. As duas mulheres – Liv em 2002 e Sophie em 1912 – que vivem na mesma cidade e estão em situações bastante semelhantes: estão em lua de mel e seus maridos não conseguem se desligar do seu trabalho. A frustração de estarem sozinhas (porque os maridos acabam marcando encontros de negócios) num momento em que gostariam de fazer tudo a dois, faz as protagonistas se redescobrirem dando novo sentido aos seus sentimentos.

Incrível como a autora conseguiu colocar situações, ações e reações tão semelhantes em duas personagens com quase um século de diferença de uma maneira tão plausível.


Vale a pena ler o livro.

DLL- 3º- JULHO – UM LIVRO DE CONTOS


terça-feira, 7 de julho de 2020

#LIVROS

TÍTULO DO LIVRO: E O VENTO LEVOU

AUTOR(A): MARGARETH MITCHELL

TRADUÇÃO: MARLENE TOMBINI

EDITORA: BESTBOLSO

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2013

NÚMERO DE PÁGINAS: 952 PÁGINAS

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA JUVENIL


Autora americana nascida no ano 1900, filha de um advogado que cresceu ouvindo histórias contadas pelo pai sobre a Guerra da Secessão e que sempre gostou de escrever levantando-se, inclusive, no meio da noite, para escrever histórias e peças teatrais. Assim era Margareth Mitchell.

Um pouco antes de os Estados Unidos entrarem na Primeira Guerra Mundial, Margareth mudou-se para Massachussets com a família. O então, seu noivo, morreu durante a guerra e sua mãe morreu durante uma epidemia da gripe espanhola que assolou o país em 1919 e isso a obrigou a largar os estudos.  E logo, o seu comportamento pouco aceitável e seu trabalho em projetos junto aos menos favorecidos de Atlanta, começaram a escandalizar a sociedade conservadora da cidade.

Depois de casar, ela se tornou repórter por necessidade de ter uma renda, uma vez que o marido não conseguia prover o sustento da família. Pouco tempo depois, ela teve de se afastar do serviço por motivos de saúde e foi nesse tempo de convalescença, que ela iniciou a escrita deste livro que é uma das obras primas do universo literário e que levou quase dez anos para ser concluído.

Publicado originalmente em 1936, o romance ganhou o Prêmio Pulitzer no ano seguinte. O filme que retrata a história foi lançado em 1937 e foi um sucesso de crítica e de público ganhando oito vezes o Oscar, prêmio mais cobiçado do cinema mundial.

 Morreu atropelada em 1949, não sem antes ficar muito bem financeiramente, usando o dinheiro dos direitos autorais do livro e do filme em obras filantrópicas. O livro foi escrito utilizando temas comuns à literatura popular da época: aventura, guerra, paixão e turbulência social.

O ano 1861, nos Estados Unidos, foi um ano conturbado porque naquele país, teve início a Guerra Civil norte-americana e a parte do sul do país participaria dela a partir de então e isso tornaria o evento ainda mais sangrento.

Scarlett O’Hara vivia com seus pais Elen e Gerald e as irmãs na fazenda Tara, na Geórgia. Era uma mulher prática, obstinada e muito impetuosa; dispunha-se a fazer de tudo para se dar bem. Sonhava em ser bem-casada e para isso, já escolhera o pretendente: Ashley Wilkes. No entanto, este casou-se com a amiga Melanie frustrando seus planos.

Casou-se duas vezes para manter as aparências perante a sociedade. Teve filhos a quem pouca atenção dedicou, preocupando-se principalmente em manter-se viva durante a guerra e em reconquistar o padrão de vida que a família tinha antes da guerra com seu próprio trabalho. Duas vezes se tornou viúva e outra vez, recebeu uma proposta de casamento.

Desta vez, era Rhett Butler que, desde quando Scarlett era solteira, já havia manifestado o desejo de tê-la como mulher; não, como esposa. Entretanto, naquela época, recusou-se escandalizada não sem sentir também desejo por ele. É uma história de amor que, embora correspondido, não foi plenamente vivido pura e simplesmente porque os protagonistas eram muito orgulhosos.

Não é só mais um romance; é um romance histórico e de formação, pois acompanhamos Scarlett passar por momentos de frivolidade, compaixão, exaustão, fome, tristeza, desespero, desonestidade, paixão, entre outros sentimentos, muitas vezes, conflitantes.

História clássica da literatura que tem grande valor histórico. É muito bem escrita e tão envolvente que, ao leitor poderá parecer que está no palco da guerra ou lutando junto à protagonista para viver ou participando dos negócios não muito lícitos de Rhett.

A história é dividida em 63 longos e emocionantes capítulos.

Vale muito a pena ler o livro.


DLL  JULHO -2º- O LIVRO MAIS ANTIGO DA ESTANTE



quarta-feira, 1 de julho de 2020



AUTOR(A): KHALED HOSSEINI

TRADUÇÃO: MARIA HELENA ROUANET

EDITORA: HARPER COLLINS

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2007

NÚMERO DE PÁGINAS: 364

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA


#LIVROS


Khaled é um escritor afegão, autor de outros livros bem famosos como é o caso de O caçador de pipas que já tem resenha neste blog. Acesse-a através do link https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2019/02/63-resenha-do-livro-ocacador-de-pipas.html .

Neste livro, escrito em terceira pessoa, o autor fala das tristes vidas de duas mulheres que se entrelaçaram de tal forma que transformou completamente a relação existente entre elas.
O livro é dividido em 4 partes.

A primeira conta a história de Marian. Uma adolescente reprimida, tratada pela mãe com um misto de amor (muito amor) e desprezo porque ela era fruto de um amor entre empregada e patrão. Ela era uma filha ilegítima e a mãe nunca superou ter sido rejeitada pelo pai da criança. Dizia que a filha tornara sua vida em algo sujo, vergonhoso. Sua vida vira de cabeça para o ar com a morte da mãe.

A segunda parte fala da vida de Laila. Outra adolescente que perdeu os pais para a guerra e que, depois disso, foi acolhida por Marian e o marido Rashid e teve sua vida transformada por ficar órfã, justamente, num momento em que precisava muito dos pais e de Tariq, o jovem por quem estava apaixonada.

A terceira parte fala da mudança ocorrida da vida do casal Marian e Rashid com a chegada de Laila. No Afeganistão, onde a história é ambientada, os homens podem ter tantas esposas quantas puderem sustentar e Rashid estava bem financeiramente. Marian não lhe dera os filhos que ele tanto queria e Laila chegou num momento oportuno.

E quarta parte já traz o desfecho dessa história impressionante.

O livro é uma verdadeira aula de história daquele povo submetido à violentas e sucessivas guerras e, mais ainda, do quanto ainda é cruel a submissão a que as mulheres são submetidas por seus maridos. 

Vale muito a pena ler o livro.


DLL- JULHO- 1º- UM LIVRO DE CAPA LARANJA

quinta-feira, 25 de junho de 2020


#RESENHA Nº 142 

#LIVROS

TÍTULO DO LIVRO: CORAÇÕES QUEBRADOS



AUTOR: SOFIA SILVA

EDITORA: VALENTINA

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2018

NÚMERO DE PÁGINAS: 342

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA



Sofia é uma portuguesa nascida em Vila Nova de Gaia. É professora formada para lecionar no primeiro ciclo do Ensino Básico. Adora poesia e literatura de modo geral. Inspira-se no poeta Pablo Neruda. Em 2014, aventurou-se no universo da escrita publicando Sorrisos quebrados através da plataforma Wattpad o qual obteve grande sucesso no Brasil. Em seguida, publicou a obra de maneira independente, na Amazon, na versão digital. Em 2017, publicou-o no formato físico durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Em Portugal, seus livros são publicados pela Editora Presença que resolveu publicar seu livro devido ao grande sucesso alcançado em nosso país.

Este é o segundo livro da série Quebrados. O primeiro é Sorrisos quebrados, o terceiro é Destinos quebrados e o quarto que ainda não foi lançado será Heróis quebrados cujo foco são histórias sobre violência doméstica, deficiência física e abuso sexual.

O livro conta a história de Emília, uma jovem que está numa ótima fase da sua vida: de bem com seus pais e irmãos e noiva de Lucas que já a pediu em casamento, mas uma tragédia se abate sobre sua vida. Num acidente ela perde, não só toda a sua família como algo a mais. Durante a leitura o leitor vai entendendo que o que ela perdeu nunca mais conseguirá reaver, ou seja, ela vai ter de aprender a viver com a sua falta e isso está sendo muito doloroso. Por causa da depressão em que está envolvida, já tentou o suicídio, pois não encontra sentido na sua vida.

            É aí que ela conhece Diogo. Ele também sofreu perdas durante um ataque terrorista no Afeganistão visto que era soldado e, apesar de estar tendo dificuldade para superar essas perdas, elas não o deprimem tanto quanto o sofrimento de Emília faz com ela.

O relacionamento dos dois inicialmente é virtual porque ele mora em Portugal e ela, no Brasil. Seus psicoterapeutas lhes oferecem seus contatos para que os dois tentem se ajudar a superar seus traumas. A princípio, nenhum dos dois consegue se abrir, porém, aos poucos, um vai começando a sentir falta das mensagens diárias do outro; já anseiam pela hora em que mantêm contato. Sem mais nem menos, as mensagens escritas já não os satisfazem mais e eles usam as vídeo-chamadas para poderem também se ver e conhecer a voz um do outro.

O sentimento entre os dois vai se transformando. Diogo viaja para São Paulo e o contato físico vai mostrar-lhes que já não podem mais viver um sem o outro. Contudo, alguns fantasmas do passado ainda estão entre eles e eles precisam fazê-los desaparecer.

O livro também traz outros personagens com traumas similares que são tratados pelos psicoterapeutas na clínica onde Emília está desde que o acidente aconteceu.

O livro tem uma apresentação muito bonita com figuras em verniz na capa onde está estampado o rosto de uma mulher. A diagramação é chamativa, as páginas são de uma cor amarelada, bem agradável para a leitura.

O romance dividido em 46 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é bem envolvente. É uma história de superação.

Vale a pena ler o livro.

DLL  JUNHO -5º- Um livro de autor português




#RESENHA Nº 145 #LIVROS TÍTULO DO LIVRO: PARIS PARA DOIS UM E OUTROS CONTOS AUTOR(A): JOJO MOYES TRADUÇÃO: ADALGISA CAMPO...