sábado, 1 de agosto de 2020


#livros

TÍTULO DO LIVRO: NÃO CONTE A NINGUÉM

AUTOR(A): HARLAN COBEN

TRADUÇÃO: IVO KORYTOWSKI

EDITORA: ARQUEIRO

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2009

NÚMERO DE PÁGINAS: 250

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

#RESENHA
#LIVROS
           
O livro publicado em 2001 foi o primeiro romance do autor americano que figurou na lista dos best-sellers do The New York Times Book Review. Foi adaptado para o cinema em 2006.

O livro narrado em primeira pessoa alternando os protagonistas (na maior parte dos capítulos, o narrador é David) traz a história de amor de David e Elizabeth. Os dois sentiram que nasceram um para o outro desde crianças. Eram vizinhos e desde que se lembram, sempre gostaram da companhia um do outro.

            David havia se tornado médico pediatra e dedicava a maior parte de sua vida profissional a cuidar de crianças carentes. Ele se sentia bem fazendo isso e lá conheceu Tyresse, um pai aflito e com uma vida complicada que viria a ajudar o médico da maior enrascada da sua vida. Elizabeth trabalha com pessoas que têm coisas a esconder.  O autor então constrói um emaranhado de acontecimentos interligados entre si e todos eles têm ligação com o crime que aconteceu naquela noite no Lago Charmaine quando o casal comemorava se aniversário de casamento. Elizabeth foi brutalmente assassinada e David ficou hospitalizado em estado tal que nem pode ir ao enterro.

            Oito anos se passaram e David não sentira novamente o sabor da paixão. Sendo assim, sua vida girava em torno dos poucos amigos, da irmã e dos colegas e pacientes da clínica onde trabalhava.

            Mas algo tira o sossego de David: a polícia encontra os corpos de dois homens perto do lugar onde a esposa fora morta e, concomitantemente, ele recebe um e-mail anônimo que, pelo seu conteúdo, só poderia ter sido enviado por Elizabeth.

Começa daí uma procura desenfreada para tirar essa história a limpo. Ele corre perigo, pois uma das mensagens dizia para que ele não contasse nada a ninguém, porém alguém sabia de todos os seus passos e ele temia que a esposa estivesse viva, mas que poderia ser por pouco tempo.

Uma trama muito bem elaborada que deixa o leitor afoito por conhecer logo o desenrolar dos acontecimentos. Muito mistério, corrupção e violência estão presentes nesta obra. Os 46 capítulos são curtos, mas com muito suspense.

Vale muito a pena ler o livro.

DLL- AGOSTO- UM LIVRO DE SUA COR PREFERIDA

sábado, 25 de julho de 2020


#livros

TÍTULO DO LIVRO: LOLITA

AUTOR(A): VLADIMIR NABOKOV

TRADUÇÃO: SERGIO FLAKSMAN

EDITORA: ALFAGUARDA

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2011

NÚMERO DE PÁGINAS: 392

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

#RESENHA
#LIVROS

O autor russo nascido em São Petesburgo em 1899 foi romancista, poeta, tradutor e entomologista. Era filho de nobres. Escreveu vários romances em seu idioma de origem, mas só alcançou a fama quando começou a escrever em inglês. Traduziu, inclusive, alguns de seus próprios livros publicados em inglês para o russo. Era formado em Literatura Francesa e Russa.

Maria foi seu primeiro livro publicado. Depois vieram Fogo pálido e Fala, memória - livro no qual relembra saudosamente de uma infância privilegiada. Lolita foi seu romance mais famoso; tendo sido publicado inicialmente na França e traduzido, mais tarde, para outras línguas. Houve rumores de que uma menina raptada aos 11 anos, teria servido de inspiração para a personagem deste livro.

O livro narra a história de Humbert Humbert, por ele mesmo, um homem de meia idade que está dando seu depoimento para um tribunal em que, está sendo avaliado sobre um crime cometido. O autor usa, para isso, uma linguagem fática, ou seja, quando parece estar conversando com o leitor.

Durante o livro todo, ele vai justificando seu envolvimento com Lolita, uma criança/adolescente de 12 anos. Ele vai descrevendo cenas e ações dando, muitas vezes, a impressão de que deveria voltar ao tratamento psiquiátrico ao qual já fora submetido.

Humbert, desde adolescente, sente atração física por meninas e, várias vezes durante a história, vai lembrando o leitor sobre a idade na qual um ser humano é reconhecido como criança e adolescente, reforçando que meninas são sua obsessão.

Ele conhece Lolita quando se hospeda na pensão da mãe dela. E a conhece melhor depois de se casar com Charlote, sua mãe, mesmo não sentindo nada por ela, única e exclusivamente, para poder ficar mais perto dela. Chega a dopar a mãe com soníferos para não ter que ‘cumprir seus deveres conjugais’. Ensaia, inclusive, livrar-se de mulher, porém não foi corajoso o bastante para pôr em prática o que havia maquinado. Entretanto, o destino o ajuda -  Charlote morre num acidente de carro - e ele, enfim, está perto e, o que é melhor ainda, torna-se ‘responsável’ pela ninfeta.

À princípio, ele tenta não se envolver com ela do jeito que gostaria, porém inicia um relacionamento sexual com Lolita por iniciativa dela. É possessivo de maneira desvairada e se sente extremamente desgostoso quando percebe que ele não foi seu primeiro parceiro, pois ela foi uma menina sexualmente precoce e mais desgostoso ainda quando ela declara que ele não a satisfaz plenamente.

Um romance que choca do início ao fim. Nada do que se lê é imaginado pelo leitor. Sua publicação foi um verdadeiro escândalo na época em que foi lançado (1955), gerando muitas controvérsias.  A história foi adaptada para o cinema uma primeira vez em 1962 e com outra versão em 1997. Ambas fizeram bastante sucesso.

Vale a pena ler o livro.

DLL JULHO- 5º- UM LIVRO DE UM AUTOR RUSSO




domingo, 19 de julho de 2020


#resenha nº 146
#livros

TÍTULO DO LIVRO: FORTALEZA DIGITAL

AUTOR(A): DAN BROWN

TRADUÇÃO: CARLOS IRINEU DA COSTA

EDITORA: ARQUEIRO

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2008

NÚMERO DE PÁGINAS: 297

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

#RESENHA
#LIVROS

Este é o primeiro livro deste autor americano de tanto sucesso. Foi lançado no Brasil depois do sucesso do autor com o fenômeno de vendas O código da Vinci. Sendo assim, quem já leu o maior best-seller dele vai perceber que a fórmula usada pelo autor é bastante semelhante: um casal de mocinhos que são envolvidos em uma trama que se não resolvida, afetará muita gente. Perceberá também que o autor evoluiu bastante na sua escrita o que é algo sempre esperado.

Há uma resenha de outro livro deste autor neste blog e nela, trago mais dados biográficos dele. Acesse-a por este link: https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2020/06/resenha-138-livros-titulo-do-livro.html

O livro é contado em terceira pessoa em capítulos alternados entre os protagonistas Susan e David, um casal de namorados que havia combinado um programa para o final de semana. Porém, o chefe da NSA, a agência de segurança nacional dos Estados Unidos, do setor de criptografia enviou a Susan uma mensagem de que precisava dela com urgência na sede da agência. Relutante, mas prestativa, não se negou a cumprir seu dever, pois era a mais competente criptógrafa do centro.

O chefe informou-lhe que o mais caro supercomputador do mundo que deveria conseguir decriptar toda e qualquer mensagem emitida por quem quer que fosse, estava trabalhando a mais de doze horas na tentativa de decifrar uma mensagem sem sucesso.

Enquanto ela e seu chefe tentavam descobrir porque o computador não estava conseguindo o que tinha sido programado para fazer, David, um especialista em línguas tinha sido enviado para a Espanha porque fontes seguras tinham informado que Ensei Tankado, um ex-funcionário da NSA era o autor desse código indecifrável e que ele estava naquele país com um dos objetos que continham o código de decriptação.

Entretanto, quando David o localizou, ele já havia sido morto e deixado a chave de decriptação com uma pessoa que estava passando no local nos momentos finais de sua agonia. Começou aí uma frenética busca pelo tal código em Sevilha, na Espanha; enquanto que nos Estados Unidos, uma série de acontecimentos vai ocorrendo que vai trazer à luz, todos os envolvidos nessa trama mirabolante e de como reverter a situação, pois havia muita coisa em jogo.

            Sempre vale a pena ler Dan Brown.


DLL- JULHO- 4º- UM LIVRO DE FICÇÃO CIENTÍFICA

segunda-feira, 13 de julho de 2020


#LIVROS

TÍTULO DO LIVRO: PARIS PARA DOIS UM E OUTROS CONTOS


TRADUÇÃO: ADALGISA CAMPOS DA SILVA, MARINA VARGAS E VIVIANE DINIZ

EDITORA: INTRÍNSECA

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2017

NÚMERO DE PÁGINAS: 237

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

            Jojo Moyes, uma escritora de renome internacional, tem muitos livros de sucesso. Dois deles já têm resenha neste blog. Junto de um deles, há um pouco mais sobre a biografia dela. Acesse-as pelos links abaixo:


Este livro é um livro de contos. Não sou muito fã de contos, mas não há nada que impeça o desfrute da leitura.

O primeiro dos dez contos do livro dá título a ele e é o mais longo tendo quase 100 páginas. É narrado em terceira pessoa e conta a história de Nell, uma inglesa de personalidade forte, que num impulso compra duas passagens de trem para passar um fim de semana em Paris. A intenção era passar dias agradáveis com o noivo Pete, mas ele se prende num imprevisto e ela acaba indo sozinha embora o esperasse na manhã seguinte no quarto do hotel reservado. Entretanto, ele não aparece e ela está avaliando os prós e contras de estar na Cidade Luz sozinha.

Ela decide sair do hotel e os acontecimentos que se sucedem, vão mudar seu modo de pensar e de viver, transformando sua viagem numa aventura inesquecível.

Contos muito curtos não me prendem. Sendo assim, vou apenas enumerá-los:

Ø  Entre os tuítes;
Ø  Tarde de amor;
Ø  Um pássaro na mão;
Ø  Sapatos de couro de crocodilo;
Ø  Assalto;
Ø  O casaco do ano passado;
Ø  Treze dias com John C., e;
Ø  A lista de Natal.

Todos eles trazem situações inusitadas bem escritas com uma linguagem de fácil entendimento, como é o estilo da autora.

No último conto Lua de mel em Paris temos um conto escrito em primeira pessoa por duas narradoras em capítulos alternados. As duas mulheres – Liv em 2002 e Sophie em 1912 – que vivem na mesma cidade e estão em situações bastante semelhantes: estão em lua de mel e seus maridos não conseguem se desligar do seu trabalho. A frustração de estarem sozinhas (porque os maridos acabam marcando encontros de negócios) num momento em que gostariam de fazer tudo a dois, faz as protagonistas se redescobrirem dando novo sentido aos seus sentimentos.

Incrível como a autora conseguiu colocar situações, ações e reações tão semelhantes em duas personagens com quase um século de diferença de uma maneira tão plausível.


Vale a pena ler o livro.

DLL- 3º- JULHO – UM LIVRO DE CONTOS


terça-feira, 7 de julho de 2020

#LIVROS

TÍTULO DO LIVRO: E O VENTO LEVOU

AUTOR(A): MARGARETH MITCHELL

TRADUÇÃO: MARLENE TOMBINI

EDITORA: BESTBOLSO

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2013

NÚMERO DE PÁGINAS: 952 PÁGINAS

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA JUVENIL

            Autora americana nascida no ano 1900, filha de um advogado que cresceu ouvindo histórias contadas pelo pai sobre a guerra da secessão e que sempre gostou de escrever levantando-se, inclusive, no meio da noite, para escrever histórias e peças teatrais. Assim era Margareth Mitchell.

Um pouco antes de os Estados Unidos entrarem na Primeira Guerra Mundial, Margareth mudou-se para Massachussets com a família. O então seu noivo morreu durante a guerra e sua mãe durante uma epidemia de gripe espanhola que assolou o país em 1919 e isso a obrigou a largar os estudos. E logo, o seu comportamento pouco aceitável e seu trabalho em projetos junto aos menos favorecidos de Atlanta começaram a escandalizar a sociedade conservadora da cidade,

  Depois de casar, ela se tornou repórter por necessidade de ter uma renda, uma vez que o marido não conseguia prover o sustento da família. Pouco tempo depois, ela teve de se afastar do serviço por motivos de saúde e foi nesse tempo de convalescença, que ela iniciou a escrita deste livro que é uma das obras primas do universo literário e que levou quase dez anos para ser concluído.

Publicado originalmente em 1936, o romance ganhou o Prêmio Pulitzer no ano seguinte. O filme que retrata a história foi lançado em 1937 e foi um sucesso de crítica e de público ganhando oito vezes o Oscar, prêmio mais cobiçado do cinema mundial.

A autora morreu atropelada em 1949, não sem antes ficar muito bem financeiramente, usando o dinheiro dos direitos autorais do livro e do filme em obras filantrópicas. O livro foi escrito utilizando temas comuns à literatura da época: aventura, guerra, paixão e turbulência social.
 
No livro, o ano de 1861, nos Estados Unidos, foi um ano conturbado porque naquele país, teve início a Guerra Civil norte-americana e a parte sul do país participaria dela a partir de então e isso tornaria o evento ainda mais sangrento.

Scarlett O'Hara vivia com seus pais Elen e Gerald e as irmãs na fazenda Tara, na Geórgia. Era uma mulher prática, obstinada e muito impetuosa; dispunha-se a fazer de tudo para se dar bem. Sonhava em ser bem-casada e para isso, já escolhera o pretendente: Ashley Wilkes. No entanto, este se casou com a amiga Melanie frustrando seus planos.

Ela mesma casou-se duas vezes para manter as aparências perante a sociedade. Teve filhos a quem pouca atenção dedicou, preocupando-se principalmente em manter-se viva durante a guerra e em reconquistar o padrão de vida que a família tinha antes da guerra com seu próprio trabalho. Duas vezes se tornou viúva e outra vez, recebeu uma proposta de casamento.

Desta vez, era Rhett Butler que, desde quando Scarlet era solteira, já havia manifestado o desejo de tê-la como mulher; não, como esposa. Entretanto, naquela época, recusou-se escandalizada, não sem sentir também um forte desejo por ele. Houve entre eles, uma história de amor que, embora correspondido, não foi plenamente vivido pura e simplesmente porque os protagonistas eram muito orgulhosos.

Não é só mais um romance; é um romance histórico e de formação, pois acompanhamos Scarlett passar por momentos de frivolidade, compaixão, exaustão, fome, tristeza, desespero, desonestidade, paixão, entre outros sentimentos, muitas vezes, conflitantes.

História clássica da literatura que tem grande valor histórico. É muito bem escrita e tão envolvente que, ao leitor poderá parecer que está no palco da guerra ou lutando junto à protagonista para viver ou ainda participando dos negócios não muito lícitos de Rhett.

A história é dividida em 63 longos e emocionantes capítulos.

Vale muito a pena ler o livro.

DLL JULHO- 2º- O LIVRO MAIS ANTIGO DA ESTANTE




quarta-feira, 1 de julho de 2020



AUTOR(A): KHALED HOSSEINI

TRADUÇÃO: MARIA HELENA ROUANET

EDITORA: HARPER COLLINS

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2007

NÚMERO DE PÁGINAS: 364

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA


#LIVROS


Khaled é um escritor afegão, autor de outros livros bem famosos como é o caso de O caçador de pipas que já tem resenha neste blog. Acesse-a através do link https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2019/02/63-resenha-do-livro-ocacador-de-pipas.html .

Neste livro, escrito em terceira pessoa, o autor fala das tristes vidas de duas mulheres que se entrelaçaram de tal forma que transformou completamente a relação existente entre elas.
O livro é dividido em 4 partes.

A primeira conta a história de Marian. Uma adolescente reprimida, tratada pela mãe com um misto de amor (muito amor) e desprezo porque ela era fruto de um amor entre empregada e patrão. Ela era uma filha ilegítima e a mãe nunca superou ter sido rejeitada pelo pai da criança. Dizia que a filha tornara sua vida em algo sujo, vergonhoso. Sua vida vira de cabeça para o ar com a morte da mãe.

A segunda parte fala da vida de Laila. Outra adolescente que perdeu os pais para a guerra e que, depois disso, foi acolhida por Marian e o marido Rashid e teve sua vida transformada por ficar órfã, justamente, num momento em que precisava muito dos pais e de Tariq, o jovem por quem estava apaixonada.

A terceira parte fala da mudança ocorrida da vida do casal Marian e Rashid com a chegada de Laila. No Afeganistão, onde a história é ambientada, os homens podem ter tantas esposas quantas puderem sustentar e Rashid estava bem financeiramente. Marian não lhe dera os filhos que ele tanto queria e Laila chegou num momento oportuno.

E quarta parte já traz o desfecho dessa história impressionante.

O livro é uma verdadeira aula de história daquele povo submetido à violentas e sucessivas guerras e, mais ainda, do quanto ainda é cruel a submissão a que as mulheres são submetidas por seus maridos. 

Vale muito a pena ler o livro.


DLL- JULHO- 1º- UM LIVRO DE CAPA LARANJA

#resenha nº 148 #livros TÍTULO DO LIVRO: NÃO CONTE A NINGUÉM AUTOR(A): HARLAN COBEN TRADUÇÃO: IVO KORYTOWSKI EDITORA...