terça-feira, 15 de outubro de 2019


RESENHISTA POR UM DIA


                               Você gostaria de compartilhar suas leituras? Então, quero te fazer um convite: produza uma resenha ou um comentário detalhando algum livro que tenha lido e eu o publicarei neste blog. É isso mesmo. Seja resenhista por um dia.
        Entre em contato comigo pelo e-mail gibbertpaula@gmail.com para mais detalhes.

100- Resenha do livro JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE

ROALD DAHL, TRADUÇÃO ANGELA MARIANI, EDITORA 34, 

2018, 3ª EDIÇÃO, 207 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

            O autor britânico viveu no País de Gales entre 1916 e 1990. Ficou famoso não só por suas obras para adultos, mas principalmente, pelas infantis tais como Matilda, As bruxas e o best-seller A fantástica fábrica de chocolate. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema.

            O autor passou por vários percalços durante sua infância, na adolescência e juventude. Casou-se nos anos 50 e teve cinco filhos. Nessa época, seu primeiro trabalho como escritor já havia sido publicado (em 1942). Foi um conto chamado Shot Down Over Lybia (Abatido na Líbia), descrevendo seu acidente com o Gloster Gladiator. Com ele, sua carreira foi alavancada. O primeiro livro foi lançado em 1943 sob o título The Gremlins. Escrevia também contos macabros para adultos.

            O livro conta em terceira pessoa, a vida do garoto James, órfão de pai e mãe que foi morar com as insuportáveis tias Esponja e Espiga. Elas foram obrigadas a abrigar o sobrinho, mas isso lhes deu a oportunidade de ter alguém que fizesse todo o serviço delas, mesmo se alimentando minguadamente. 

            Um dia deparou-se com um ser que lhe deu um pó mágico e instruções de como deveria usá-lo. Porém, enquanto ia para dentro de casa, tropeçou na raiz de um pessegueiro e perdeu a poção. Ficou muito triste, mas não houve nada que pudesse fazer para reavê-la.
           
No dia seguinte, viram que no local onde a poção havia caído um pêssego estava aumentando de tamanho vertiginosamente e com isso, as tias perceberam uma forma de ganhar dinheiro exibindo-o e cobrando ingresso de que quisesse vê-lo. E muitas pessoas vinham até o alto monte para ver o pêssego gigante. James não podia nem chegar perto durante o dia, pois as tias o prenderam dentro do seu quarto. Entretanto, à noite deveria ir até lá ajuntar o lixo deixado pelos curiosos.

E qual não foi sua surpresa ao se deparar com alguns bichinhos que tinham crescido tal qual o pêssego! Dentro da tal fruta gigante estavam uma minhoca, um gafanhoto, uma centopeia, uma joaninha, um bicho-da-seda, uma aranha e um vagalume. E ele entrou na portinhola que havia no caroço e logo fez amizade com esses seres mágicos. 

De repente, perceberam que a fruta estava rolando morro abaixo em direção ao mar. James e os bichinhos ficaram apavorados. A fruta caiu no mar e eles não sabiam o que fazer; achavam que a fruta iria afundar. Porém, o pêssego seguiu boiando até chegar em alto mar. Ali, perceberam que algo cutucava no pêssego, A aranha foi escalada para se dependurar em um de seus fios para ver o que era. E ela viu tubarões tentando arrancar pedaços daquela fruta tão apetitosa.

E os ‘habitantes’ do pêssego tiveram que bolar um plano para sair dessa enrascada, caso contrário poderiam perder as suas vidas. A aranha e o bicho-da-seda começaram a tecer seus fios e com eles, James laçou gaivotas que estavam sobrevoando o pêssego às centenas e elas os carregaram para longe. E assim tiveram uma aventura e tanto. Passaram por vários perigos, mas também tiveram visões de tirar o fôlego. E na terra onde pousaram, uma nova e fascinante vida os esperava.

A história tem uma versão cinematográfica que encanta as crianças.  O livro tem em sua diagramação parágrafos curtos, escritos com uma letra grande e ilustrações em preto bastante interessantes feitas por Quentim Blake. A história dividida em 39 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é bem envolvente. Vale a pena ler o livro.

O livro A fantástica fábrica de chocolate tem resenha neste blog. Acesse-a pelo link https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2019/04/72-resenha-do-livro-afantastica-fabrica.html.

DLL  outubro -3º- Um livro indicado por um amigo

terça-feira, 8 de outubro de 2019

99- Resenha do livro CINDERELA POP


PAULA PIMENTA, EDITORA GALERA (REDORD), 10ª EDIÇÃO, 2018, 156 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

Paula Pimenta, essa jovem autora mineira começou sua carreira de escritora publicando primeiramente, um livro de poesias intitulado Confissão em 2001. Formou-se em Publicidade e, anos mais tarde, estudou  Escrita criativa em Londres. Depois disso, escreveu seu primeiro romance Fazendo meu filme que se tornou um best-seller tendo sido, inclusive, lançado em inglês. Mais tarde, também foi publicado na Espanha, em Portugal e em toda a América Latina ganhando também uma versão em quadrinhos. Vários dos seus livros viraram filme. Em 2016, a autora ultrapassou a marca de um milhão de exemplares de livros vendidos. Foi escolhida pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2012. Participou também com textos em outros livros. Cinderela Pop foi publicado pela primeira vez em 2015 e em 2018 já estava na 10ª edição.

O livro conta a história de Cíntia, uma DJ de sucesso. A garota de dezessete anos mora com a tia. Seus pais são separados desde que, num dia em que deveria estar no cursinho de inglês, matou aula para estudar para uma outra matéria na qual estava com dificuldade, presenciou a traição do pai com sua secretária enquanto a mãe estava viajando. A partir daí, criou aversão a homens e ao amor. Não gostava nem de ouvir músicas sobre romances. Passou a se vestir de preto mostrando que estava sempre de luto. Era aluna dedicada. Pretendia cursar faculdade no Japão onde a mãe trabalhava como arqueóloga podendo assim ficar longe do pai e da megera com quem ele agora havia formado uma nova família.

Sua tia permitiu que trabalhasse como DJ (coisa que nenhum dos pais sabia). Entretanto, só poderia atuar em noites de sexta-feira e até à meia-noite. Por isso, escolhera o codinome DJ Cinderela.

Num dia de trabalho, operaria a cabine antes de um show de Fredy Prince, um cantor meloso e que, nas redes sociais, vivia dizendo que sonhava em conhecer uma princesa para mudar sua vida. Era uma festa à fantasia e ela resolveu se fantasiar também. Escolheu uma fantasia de Bobo da Corte com máscara e tudo. Um pouco antes de acabar seu horário, veio até a cabine um rapaz também fantasiado e os dois conversaram. Sentiram uma conexão tão grande que parecia já se conhecerem a muito tempo. Os poucos minutos de contato que tiveram foram o suficiente para se apaixonarem, porém vários obstáculos surgiram. O principal deles foi a madrasta que queria que o príncipe se apaixonasse por uma de suas filhas a qualquer custo nem que para isso tivesse que jogar sujo com a enteada.

Uma recontagem do conto de fadas tradicional, a história traz todos os elementos: a princesa e o príncipe, a madrasta malvada e suas duas filhas, ‘o sapatinho de cristal’, o baile a que a ‘gata borralheira’ foi proibida de ir e até mesmo a fada madrinha. Obviamente, tudo modernizado. Ficou perfeito.

A história dividida em 13 capítulos e o epílogo tem partes bastante dramáticas, porém é muito envolvente. É uma leitura rápida, porém bastante prazerosa. Vale a pena ler o livro.

DLL  outubro -2º- Um livro de um autor nacional

terça-feira, 1 de outubro de 2019

98- Resenha do livro INSENSATO CORAÇÃO


LUNA LEITÃO, PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE, 2019,  273 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA


A autora Luna Leitão nasceu no estado do Espírito Santo e mora na capital, Vitória, com seu marido e seus filhos. Das histórias de amores proibidos brota a inspiração para escrever seus próprios romances. Gosta da vida agitada do litoral, mas também do sossego e do aconchego do interior com seu ar puro. A música lhe serve para o relaxamento.

Ao me deparar com a capa deste livro, senti-me atraída imediatamente para a leitura. Baixei-o no meu leitor digital e, logo depois, fui premiada com uma edição do livro físico com dedicatória e autografado em um sorteio junto com alguns mimos. Luna é autora também do livro Isabelle:... toda farsa tem um fim e os dois são muito bem avaliados no site em que são vendidos.

O romance conta, como o título já antecipa, ações de três corações insensatos. Ele é dividido em capítulos escritos em primeira pessoa intercalando os narradores protagonistas de um triângulo amoroso: as gêmeas Alana e Adele e Joaquim ou Quim, como gosta de ser chamado, todos os três, bem insensatos.

Assim que Joaquim chega à pequena cidade de Campos Verdes no Espírito Santo, conhece Alana, a gêmea apelidada de Mortífera. Uma garota nerd que sonha um futuro grande para si. Tem um gênio explosivo, fala o que quer e por isso, muitas vezes, ouve o que não quer. O rapaz também sonha em ser um profissional de sucesso e, para isso, dedica-se aos estudos com afinco.

Adele, a gêmea Maligna, quer ter tudo sem se esforçar por nada, é interesseira e extremamente invejosa. Só se envolve com pessoas com as mesmas características.

Alana e Quim começam a namorar e Adele não se conforma; acha que a irmã sempre consegue facilmente o que quer e, por inveja, trama para transar com seu namorado. No encontro, finge ser Alana e, afoito como ele só, ele não percebe que não está com sua amada e logo fica sabendo que Maligna fica grávida mesmo sem querer naquela única relação que tiveram. Seu pai Giovani os obriga a se casarem para o desespero do casal apaixonado e até mesmo para Adele que só queria mostrar a irmã que também poderia conseguir as coisas mesmo que para isso, tivesse que se passar por ela.

A partir daí, o mundo das gêmeas e de Joaquim vira de cabeça para baixo. Adele não ama Joaquim e seu casamento é um inferno. Ela também não tem aptidão para a maternidade deixando a pequena Maria Eduarda sempre com outras pessoas enquanto ela vai para baladas, viagens, encontros com outros homens. A filha também não a suporta, pois a mãe a obriga a mentir à tia Alana para extorquir dinheiro dela afirmando que a menina está em depressão.

Alana vai morar com a tia Dandara em outra cidade. Enfrenta uma depressão muito séria, mas supera o casamento de Joaquim com sua irmã. Estuda, torna-se uma modelo famosa, gerencia sua própria agência de modelos ajudada por Xandy.

Joaquim vive sob o mesmo teto que Adele, mas eles só estão juntos porque ela não assina o divórcio que é o que ele mais quer. Seus planos são de voltar a se relacionar com Alana. Não sabe das mentiras que a esposa inventa para tirar vantagem do dinheiro ganho da irmã. Tem amantes, porém sua Galega não lhe sai da cabeça.

As confusões aumentam ainda mais no dia em que Adele vai a um desfile de modas da agência de Alana, a pedido da irmã que quer ver a sobrinha e depois do evento, elas sofrem um acidente de carro.

Os protagonistas são imaturos em várias passagens do livro desde o início, quando ainda nem têm nem dezoito anos de idade, até quando já beiravam os trinta. Em vários momentos, seus corações foram bem insensatos fazendo coisas sem pensar nas consequências.


A história dividida em 40 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é cativante o bastante para garantir que se queira saber que final está reservado para o casal apaixonado e Adele. Vale a pena ler este romance que está disponível em dois formatos: físico e digital.


DLL  outubro -1º- Um livro publicado em 2019

Foto ao lado: Dedicatória e autógrafo da autora.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

97- Resenha do livro O AMOR É UM PÁSSARO VERMELHO

LUCÍLIA JUNQUEIRA DE ALMEIDA PRADO, EDITORA PLANETA 

JOVEM, 2ª EDIÇÃO, 2003, 211 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

Essa grande escritora paulista (da qual eu nunca ouvira falar até que uma amiga me recomendou este livro para servir para um desafio literário do qual eu estava participando e deveria ler e resenhar um livro de capa amarela) passou a infância em uma fazenda perto de Conquista, no Triângulo Mineiro e, depois voltou para São Paulo onde fez seus estudos. Casou-se cedo, aos 19 anos, e se mudou para o interior para onde sonhava voltar, pois achava que lá teria tempo para escrever. Teve 5 filhos que lhe deram onze netos e ajudou a cuidar também alguns dos bisnetos. Sua variada produção literária é dedicada, principalmente, à literatura infantil e infanto-juvenil. Seu primeiro livro “O rei do mundo” foi publicado em 1969. Ganhou vários prêmios literários, entre eles, o prêmio Jabuti, em 1971 com seu segundo livro “Uma rua como aquela”. Foi presidente da Academia brasileira de Literatura Infantil e Juvenil nos anos 80 e ganhou, inclusive o diploma de personalidade do ano em 1980.

O livro narrado em terceira pessoa, conta a história de Hadashi, um adolescente japonês, filho de um casal pobre que tinha doze filhos, três meninos que lhe poderiam ajudar a ganhar dinheiro para alimentar a família e nove meninas, contando com a recém-nascida. O pai, bem como o filho adolescente, muito se preocupava com essa situação. O mar já não oferecia mais peixes como outrora e o senhor Tanaka não sabia bem como lidar com isso.

A solução apareceu quando o casal Nakamura manifestou desejo de emigrar para o Brasil à procura de Jiro, seu filho mais novo que tinha se mudado para lá e do qual estavam a algum tempo sem notícias. Entretanto, como já eram idosos e não tinham outro filho para acompanhá-los, a ideia era adotar Hadashi e assim, resolver dois problemas de uma só vez. Seus outros dois filhos haviam morrido na guerra.

O pai pestanejou, mas acabou concordando com a ideia não sem antes fazer o filho prometer que jamais deixaria de manter contato com os pais biológicos e que mandaria dinheiro quando tivesse ficado rico no Brasil, pois esta era a ideia que os japoneses tinham de quem para este país emigrara.

Quando enfim, chegou o dia da viagem que duraria mais de 40 dias, todos estavam muito emotivos. Os pais não queriam que ele fosse e o filho não queria se afastar da família, mas não tinham opção.

A viagem marcou muito a vida do garoto, pois nela passou por coisas que nunca imaginara que iria passar, contudo isso serviu para o crescimento do seu caráter.

Ao chegarem à São Paulo, foram recepcionados alegremente por outros japoneses que já moravam na América e isto os animou bastante. Foram direcionados a uma fazenda de café junto com outras duas famílias. Lá, o capataz era deveras exigente. Não admitia corpo mole da parte de ninguém. Logo nos primeiros dias, entretanto, o senhor Nakamura conseguiu que o levassem à fazenda onde Jiro havia morado, porém ao chegar lá, ficou sabendo que o filho havia se casado com uma brasileira e teve um derrame cerebral porque não concebia que o filho o houvesse desobedecido e desobedecido as tradições japonesas casando-se com alguém que não era da sua terra.

Ficou um curto tempo no hospital e faleceu, não sem antes fazer a esposa e o filho prometerem que jamais procurariam Jiro; seria como se não soubessem da existência dele. E fez Hadashi prometer que cuidaria de Seiko, a mãe adotiva, até morrer.

Voltaram para a fazenda e aprenderam a lidar com o café e com o povo brasileiro. Sofreram muito. Hadashi tornou-se um jovem forte, trabalhador e honesto. A mãe, porém, não aguentou muito tempo e faleceu com problemas nos pulmões. Até então, Hadashi conseguira mandar muito pouco dinheiro para os pais, pois, primeiro tinha que saldar a dívida com o patrão e precisava comprar remédios para Seiko. Mesmo assim, jamais deixara uma carta da família sem resposta.

Depois que a senhora Nakamura faleceu, descortinou-se uma vida muito diferente para o jovem japonês, já com dezoito anos. Teve surpresas e decepções, mas conseguiu o que queria neste país tão longe de onde nascera.

A história é dividida em quatro partes e cada uma delas é separada em capítulos. É um romance juvenil muito interessante. Vale a pena ler o livro com o qual a autora conquistou o Prêmio Alfredo Machado Quintanela em 1982.

DLL  setembro -5º- Um livro de capa amarela

terça-feira, 24 de setembro de 2019

96- Resenha do livro A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

MARKUS ZUSAK, TRADUÇÃO VERA RIBEIRO, EDITORA 

INTRÍNSECA, 2010, 478 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

            Markus Zusak é um autor jovem nascido em 1975 na Austrália. O pai é australiano e a mãe é alemã. Tem 3 irmãos. É autor de outros cinco livros embora nenhum deles tenha alcançado o sucesso deste best-seller publicado em 2005 traduzido para mais de quarenta idiomas. Seu primeiro livro O azarão, foi publicado em 1999 e o mais recente é O construtor de pontes publicado em 2018.

A ideia de escrever uma história para uma protagonista que roubava livros bailava na cabeça do autor a algum tempo, mas faltava algo. Algum tempo depois, estava para escrever sobre as coisas que os pais tinham vivenciado na Alemanha nazista e na Áustria; então as duas ideias foram juntadas e nasceu A menina que roubava livros. Com certeza, esse fenômeno literário ainda escreverá outros grandes sucessos.

O livro começa com a apresentação de uma narradora diferente de qualquer uma que já se teve notícia: a morte. Ela, no decorrer do livro, vai filosofando e mostrando através de metáforas ser mais humana do que muitos humanos. A Alemanha vivia tempos que prenunciavam a Segunda Guerra Mundial. Havia muita pobreza e muita tensão política.

Ela conta a história de Liesel, uma menina alemã cujo pai estava desaparecido por ser comunista num país cujo líder era extremamente intolerante. A mãe, com medo de que os filhos ficassem desamparados, inscreveu-os em um projeto do governo que propunha a adoção de crianças que tinham as características que o Fürer considera as ideais para seu povo. De trem, Liesel e seu irmãozinho estavam sendo levados para a cidade de Molching onde os pais adotivos tomariam conta deles por uma pequena mesada. O menino não resistiu à viagem. Morreu e foi enterrado ao lado dos trilhos e ali, a menina teve acesso ao seu primeiro livro. O livro Manual do coveiro ficou sendo o elo entre sua família biológica e a adotiva.

A primeira impressão que a garota teve de Rosa, a mãe adotiva, era a de que ela era uma mulher intolerante enquanto que com Hans, a empatia foi imediata. Os dois eram um casal pobre. Ele era pintor e ela lavava roupas de várias famílias para ajudar no orçamento doméstico. Seus filhos, Hans Junior e Trudy, tinham suas próprias vidas longe dali.

A garota logo começaria a ir à escola. Lá, ela foi discriminada por não saber ler nem escrever, mas provou que essa era uma das coisas que mais desejava. Fez amizade com seu vizinho Rudy que a defendia e juntos viveram muitas aventuras. A comida era escassa e o garoto sugeriu que roubassem comida.

No dia em que houve um desfile e um discurso nazista bastante inflamado, houve também uma queima de livros. Estes eram queimados porque o governo os considerava subversivos. Liesel já fazia parte da juventude hitlerista para manter as aparências. Seus pais temiam pelo futuro caso afrontassem os ideais do governante. Neste dia, a protagonista roubou seu segundo livro. Hans lhe dava lições de leitura e de escrita e ela cada vez se apaixonava mais pelo mundo das palavras.

Num dia, Rosa a incumbiu de levar as roupas lavadas e passadas de Isa, a mulher do prefeito, que a tinha visto retirar um livro da fogueira no dia do desfile. Ela convidou a menina a conhecer sua biblioteca e permitiu que ela ficasse ali manuseando os livros e lendo partes deles. Para a menina, aquele era o paraíso. Leu vários livros que Isa lhe emprestou e chegou o dia em que ela passou a retirar livros de lá sem sua permissão os quais devolvia depois de ler.

Nessa época, Max, o filho de um amigo judeu de Hans já estava escondido no porão da casa. Max se tornou parte da família, o irmão que ela não tinha mais. Os dois se davam muito bem e a leitura foi o que manteve o jovem Max vivo quando sua vida estava por um fio. Pela primeira vez, ele viveu um natal cristão. A Família passou muitos sustos com medo de serem descobertos refugiando um judeu.

A guerra estava avançando e os bombardeios assustavam a todos. Os nazistas vistoriavam os porões das casas para ver se serviriam como abrigos antiaéreos e numa dessas visitas, quase forma descobertos. Em outros ataques aéreos, Liesel distraía todos os que estavam nos abrigos subterrâneos contando histórias em que mesclava o que tinha lido com histórias que criava em sua imaginação. Essa atitude prenunciava o seu futuro.

Tudo isso já anunciava o que estava por vir. Não se pode dizer nada mais a não ser, leia essa fascinante história que embora não seja real, parece-se muito com a realidade vivida por milhares de pessoas, alemãs ou não, judeus ou não entre 1939 e 1943. Uma história contada sob o ponto de vista da morte, uma entidade que tem um coração mais nobre do que o de muitos seres que se dizem humanos.

A história dividida em capítulos curtos tem partes lentas e outras bastante dinâmicas. A leitura é pesada por ter uma narradora não tradicional, mas tem partes tão envolventes que a interrupção da leitura se torna algo quase inaceitável. Já havia interrompido a leitura uma vez, mas desta vez me deixei levar pela magia dessa história dramática. O livro poderia ser classificado como um romance poético-dramático (classificação minha).

O livro tem uma adaptação para o cinema bastante fiel ao livro embora muitos detalhes não tenham sido apresentados como, por exemplo, o motivo pelo qual Hans estava com o acordeão do pai de Max.

Vale muito a pena ler o livro.
O livro O mensageiro tem resenha neste blog. Para lê-la, acesse


DLL setembro -3º- Um livro que já tinha sido abandonado e foi retomado

terça-feira, 17 de setembro de 2019

95- Resenha do livro DISCOVERY EARTH II- UMA MISSÃO NO PASSADO


MÁRCIA REIS MACEVAN, 2013, 157 páginas, PUBLICADO EM E-BOOK 

PELA AMAZON

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

A escritora sul-matogrossense de Eldorado é uma autora dos nossos tempos. Já publicou diversos livros em variados gêneros literários. Morou em Ouro Preto, Rondônia onde se graduou em Biologia, área na qual atuou.

Escreveu Discovery earth II- uma missão no passado no ano 2000 após uma pesquisa sobre a astronomia que é uma das suas paixões junto com os mangás.

Este livro bem como outros de sua autoria têm avaliações que vão de duas até cinco estrelas no site da Amazon que é onde seus livros são comercializados em formato digital ou físicos.

O livro dela do qual ela mais se orgulha é A flor do Ártico que tem resenha neste blog. (acesse em https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2018/05/27-resenha-do-livro-flor-do-artico.html)

Neste livro de ficção científica a autora retrata problemas que podemos vir a ter no nosso planeta: a falta de condições de vida. Remete a uma situação atual, pois estão havendo pesquisas desta natureza visto que o ser humano está explorando a terra desenfreadamente.

Por causa deste problema, a nave Discovery Earth I havia sido enviada no passado a uma missão espacial para tentar descobrir outro planeta em que a vida pudesse se desenvolver. Porém a nave desaparecera sem deixar vestígios, levando os pais de Anne, uma jovem astronauta que era uma das tripulantes da Discovery Earth II com a mesma missão, mas também com o secreto desejo de descobrir algo sobre o mistério do desaparecimento da nave e de seus pais.

Durante a missão, Anne fez descobertas interessantes e sigilosas que poderiam interferir na real missão da nave.

Paralelo à atividade como astronautas, há um sentimento de colaboração entre Anne e Richard, Ricy e Christian. E, pouco a pouco, o amor surge entre os dois casais. Há também revelações boas e ruins entre os demais tripulantes, principalmente quando a nave Discovery Earth I aparece num planeta ao alcance deles.

Um livro de ficção científica e que tem toques sutis de distopia gostoso de ler. Recomendo.


DLL setembro -4º- Um livro de ficção científica

# RESENHA Nº 229 #LIVROS   TÍTULO DO LIVRO: UM BANQUETE PARA HITLER AUTOR(A): V. S. ALEXANDER TRADUÇÃO: CRISTINA ANTUNES EDITORA...