domingo, 26 de maio de 2019

77- Resenha do livro DESEJO À MEIA-NOITE

LISA KLEYPAS, TRADUÇÃO LIVIA DE ALMEIDA, EDITORA 

ARQUEIRO, 2013, 257 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Lisa Kleypas, a autora americana desse romance de época ou histórico – seu gênero preferido – é formada em nível superior e por ser uma mulher muito bonita, foi Miss Massachusetts antes de ficar famosa como escritora. Escreveu seu primeiro livro durante o período da faculdade e o lançou quando tinha 21 anos e desde então, tem emplacado um sucesso atrás do outro. Seus livros têm sido traduzidos para diversos idiomas. Vários dos seus livros venderam milhões de cópias, sendo, portanto, considerados best-sellers pelo The New York Times. Já tem mais de trinta livros publicados e atualmente está se dedicando a escrever romances contemporâneos.

Este livro é primeiro da série OS HATHAWAYS formada por cinco livros. Conta a história de Amelia, 26 anos, uma mulher forte, inteligente e, acima de tudo, protetora. Depois da decepção amorosa sofrida quando foi largada pelo noivo por quem estava apaixonada porque aquele optou por se casar com uma moça mais rica, filha de um famoso arquiteto através do qual almejava se colocar em destaque na profissão, sua vida se resumiu a cuidar dos quatro irmãos, inclusive no mais velho e irresponsável Leo. O jovem, após ter perdido o amor da sua vida por causa de uma doença chamada escarlatina, não sentia mais razão para viver. Sendo assim, vivia como um boêmio, sempre metido em confusões. E foi num dia em que Amelia saiu para a noite londrina em busca dele que conheceu Cam Roham, o gerente de uma casa de jogos frequentada pelo irmão. Lá, Leo perdia o dinheiro que já começava a fazer falta para a família; por isso, só por isso Amelia se sujeitava a ir atrás dele.

Quando Amelia e Cam se viram naquela noite, algo faiscou nos olhos dos dois. Cam a ajudou a colocar o irmão na carruagem e ao se tocarem, a faísca pode ser sentida por mais intensidade ainda.

Cam era cigano e por isso, era malvisto na sociedade tradicional. Tinha o desejo de se reunir ao seu povo retomando uma vida nômade, ao ar livre; pois se sentia enclausurado entre quatro paredes.

Amelia decidiu que a família se mudaria para o interior onde o irmão não teria acesso à casas de jogos. E quando fazia um passeio de reconhecimento na propriedade herdada por Leo por ele ter agora o título de Lorde, conheceu seus vizinhos e, para sua surpresa, reviu Cam que era amigo deles. Novamente, a chama do desejo se mostrou bem viva.

Vários incidentes ocorrem com a família inclusive um incêndio na casa numa noite em que Leo precisou novamente ser resgatado por Cam e Amelia de uma casa de jogos e prostituição a alguns quilômetros daí.

Cam e Amelia não conseguem resistir ao desejo avassalador, mas o orgulho torna tudo mais difícil.

A história dividida em 22 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é bem envolvente. Vale a pena ler o livro.


Os outros livros da série são Sedução ao amanhecer, Tentação ao pôr do sol, Manhã de núpcias e Paixão ao entardecer. Neles, a autora conta a história vivida por cada um dos quatro irmãos de Amelia. Não é uma sequência, mas as personagens dos livros anteriores são retomadas. É recomendado que sejam lidos nesta ordem.

5º DLL- MAIO - Um livro que na capa tenha uma das cores do arco-íris.





domingo, 19 de maio de 2019

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76- Resenha do livro ELEANOR & PARK

RAINBOW ROWELL, TRADUÇÃO CAIO PEREIRA, EDITORA NOVO 

SÉCULO, 2014, 286 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA JOVEM-ADULTA

A autora desse grande sucesso de vendas foi colunista de um jornal norte-americano antes de publicar seu primeiro livro “Attachments” o qual foi escrito em suas horas livres e publicado em 2011. Depois, escreveu “Fangirl” e “Eleanor & Park” para o projeto National Novel Writing Month que foram publicados em 2013. Esses dois romances foram escolhidos pelo The New York Times como as melhores ficções para jovens adultos daquele ano. 

No ano da primeira publicação (2012), Eleanor & Park foi alvo de censura por parte de um grupo de pais de uma escola de Minnesota. Apesar do protesto, o livro foi considerado poderoso, realista e honesto, mostrando que o que é descrito no livro, acontece na realidade e com uma frequência que assusta e pode ajudar jovens e adultos na luta contra o preconceito.

           O livro é ambientado numa cidade pequena dos Estados Unidos, no ano de 1986. É narrado em terceira pessoa intercalando partes em que o narrador mostra os sentimentos e ações de Eleanor e, em outras, mostra as de Park que são as personagens principais.

Este romance jovem-adulto traz uma realidade bastante complexa que muito jovens enfrentam em seu cotidiano: o bulling. A protagonista, Eleanor, é ruiva, ‘fofinha’, filha de pais separados e pobre. Sua mãe está convivendo com Richie, um homem prepotente que quando bebe, fica violento. Bate na mulher, mas esta se sente impotente pois é ele quem sustenta a ela e seus cinco filhos dos quais Eleanor é a mais velha contando com apenas dezesseis anos. O pai é omisso; só a procura quando precisa de algum favor. Eleanor já foi até mesmo expulsa de casa pelo padrasto e o pai não a acolheu. Agora, moravam todos juntos numa casa onde a adolescente precisava dividir o quarto com todos os irmãos, o banheiro não oferecia privacidade nenhuma e todos se esforçavam para não irritar o padrasto, pois as represálias recaíam sobre a mãe Sabrina.

Nesse contexto, Eleanor ainda precisava enfrentar outros desafios numa escola nova. E as dificuldades já começavam no ônibus que a levava para o colégio. Nele, cada qual já tinha o seu lugar e ninguém parecia se importar se ela tivesse que fazer o trajeto em pé, até que Park, um garoto descendente de coreanos, ofereceu o lugar ao seu lado para a garota sentar. Nos primeiros dias, o silêncio entre eles era sepulcral, mas, aos poucos, as barreiras foram se quebrando e os dois foram se aproximando e eles começaram a se identificar um com o outro. Ambos gostavam de ler e de escutar músicas. Quando deram por si, um já esperava pelo outro dentro do ônibus, dividiam as músicas através de um fone de ouvido e liam juntos os gibis que Park trazia de casa para ler durante o percurso.

A partir daí, o livro relata o dia a dia de um casal de adolescentes envolvido nas descobertas do primeiro amor. Um amor bonito em que um ajuda o outro a superar as barreiras. Além desse tema, o livro aborda outros temas importantes como o bulling, a convivência, muitas vezes, difícil entre filhos e um padrasto, a pobreza e a violência doméstica.


É um livro muito gostoso de ler mesmo tendo um final não muito convencional. No meu ponto de vista, a autora deixou um gancho para uma possível continuação para o livro. Se essa continuação for publicada, certamente a lerei, pois a protagonista merece ser feliz. E vai ganhar em breve uma versão cinematográfica que, com certeza, fará sucesso.


             Recomendo sua leitura.


4º DLL maio - Um livro do gênero young adult




domingo, 12 de maio de 2019

75- Resenha do livro O SEGREDO DOS ÍNDIOS


EDITH MODESTO, COLEÇÃO VAGA-LUME, EDITORA ÁTICA, 2005,

128 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

Edith sonhou desde criança em ser escritora. Formou-se em Letras após criar os sete filhos e lecionar até mesmo em universidades.

“Nas ondas do surf” foi seu primeiro romance juvenil e obteve sucesso assim que foi publicado no ano 2000.

O livro “O segredo dos índios” foi escrito em terceira pessoa e conta o despertar do amor entre Moirá e Roseli. Ele, um jovem indígena admitido no mundo dos adultos aos 13 anos pelo conselho dos anciãos da tribo Kariri-xocó de acordo com suas tradições. Ela, uma adolescente, filha única de dona Vivi e do Coronel Brito que não gostava dos índios, pois defendia a tese de que eles haviam tomado uma parte de suas terras as quais sonhava retomar.

Moirá e Roseli estudavam na mesma escola e na mesma turma. Ele havia sido matriculado numa escola de brancos com o nome de Jaime, pois como futuro cacique da tribo deveria ter amplos conhecimentos nas tradições do seu povo – e nisso era instruído na escola da aldeia – e nos conhecimentos do povo branco que morava nas proximidades da aldeia.

Havia na aldeia uma indigenista que ajudava os índios a organizarem seus conhecimentos com relação aos benefícios no uso das plantas medicinais para combater as enfermidades do corpo. Para isso, elaborou o projeto “Farmácia Viva” através do qual a tribo pretendia alcançar a independência econômica da aldeia e manter a identidade cultural do se povo.

O Coronel Brito se interpunha em tudo o que tinha relação com aquela tribo. Interferiu no projeto da indigenista, interferiu também no envolvimento de sua filha com Moirá entre outras coisas; porém o destino lhe pregou uma peça colocando a continuidade de sua própria existência no mundo dos vivos nas mãos dos índios.

Um livro que traz diversos ensinamentos como a caridade, a persistência, a honestidade e a dignidade do ser humano.

Vale muito a pena ler este romance infanto-juvenil.

3º DLL maio -um livro escolhido por outra pessoa

quarta-feira, 8 de maio de 2019

74- Resenha do livro A ÚLTIMA CARTA DE AMOR


JOJO MOYES, TRADUÇÃO ADALGISA CAMPOS DA SILVA,

EDITORA INTRÍNSECA, 2016, 316 páginas (edição econômica)

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Jojo Moyes é uma escritora consagrada com milhões de exemplares conseguindo a incrível façanha de emplacar com três livros simultaneamente. Seu maior best seller é “Como eu era antes de você” que vendeu mais de oito milhões de cópias e ocupou a lista dos mais vendidos em nove países e foi adaptado para o cinema.

A autora inglesa trabalhou como jornalista antes de se dedicar exclusivamente à literatura. Este é seu primeiro livro. Tem um estilo próprio, jovem, atual. Lançado pela Intrínseca em 2012, ‘A última carta de amor’ vendeu mais de 100 mil exemplares e inaugurou a relação dos fãs com a autora.

Esse livro é bastante complicado de resenhar, mas é um romance envolvente ambientado em Londres. Nele, Jojo nos introduz no mundo da jornalista Ellie, 32, solteira e tendo um caso com um homem casado que a levava às estrelas, mas que não lhe dava expectativa nenhuma de um futuro juntos. Ela, como jornalista dos anos 2000, deveria produzir artigos para promover as vendas do jornal e atrair anunciantes e isso estava lhe causando um pouco de constrangimento porque as ideias não apareciam até que um colega dos arquivos do jornal lhe mostrou umas cartas de amor que caíram de uma pasta qualquer. Percebera imediatamente que ali se encerrava um mistério, uma história que talvez não devesse vir à tona tendo em vista quem seria seu autor. No entanto, ela procurou até encontrar dona da caixa postal da cidade para quem era endereçada tal carta.

A dona da carta, Jennifer, 60, viúva, uma filha, mulher de um semblante triste que ficou muito feliz ao ter conhecimento da carta e começa a relembrar o passado; fatos que aconteceram quando ela tinha 20 e poucos anos, era casada com um rico empresário. Tinha tudo o que queria, menos a felicidade gerada pelo amor.

A autora faz um vai-e-vem entre as vidas de Ellie e de Jennifer retratando suas histórias de encontros e desencontros. Os capítulos se alternam entre o passado e o presente de Jeniffer.

Em 1960, ela sofrera um acidente de automóvel quando finalmente tinha decidido que iria viver o romance com Anthony. Por causa do trauma no acidente, ela perdeu a memória e, ao voltar para casa, tenta desesperadamente se ‘encontrar’ como uma madame que nada faz a não ser, ser a mulher bonita e exemplar com quem seu marido aparece para a sociedade. Mas ela não se sente à vontade neste papel, percebe que este não é seu mundo. Mexe em todas as coisas da casa: quadros, roupas, calçados, objetos, fotos, livros tentando lembrar do passado que ficou perdido antes do acidente. Até encontrar uma carta endereçada a ela em que B. (simplesmente B.) lhe diz a hora e o aeroporto onde vai embarcar para uma nova vida com ou sem ela. Dá-se conta de que estava vivendo um romance extraconjugal, mas não consegue lembrar quem é B.. Tenta pensar nas pessoas que rodeiam a família que tenham o nome iniciado por essa letra, porém, não consegue conhecer o rosto do homem amado e tem medo de se expor fazendo perguntas.

Uma história em que os desencontros marcam a vida dessa mulher que, por azar do destino, esteve nos lugares certos, nas horas erradas.

O livro é dividido em três partes e cada capítulo inicia com uma última carta ou bilhete de amor de histórias reais cedidas pelos seus autores. Servem para ilustrar quantas histórias de amor interrompidas pelos mais diversos motivos acontecem por todos os lugares todos os dias.

O livro é muito bom. Recomendo.


DLL19: Maio | 2º Livro que se passe num lugar que você quer visitar (Londres)

domingo, 5 de maio de 2019

73- Resenha do livro SE HOUVER AMANHÃ


SIDNEY SHELDON, TRADUÇÃO A. B. PINHEIRO DE LEMOS. 

46ª EDIÇÃO,  EDITORA RECORD, 2016,  508 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Sidney Sheldon teve sua obra traduzida para mais de 51 idiomas, sendo assim, é um dos autores mais lidos do mundo. Publicou, ao todo, dezoito romances – e todos alcançaram a lista dos best sellers do jornal The New York Times com mais de 300 milhões de cópias vendidas e com este livro não foi diferente visto que em 2016 já estava na 46ª edição. Enveredou também pelo mundo do cinema produzindo roteiros tendo criando também as séries ‘Jeannie é um gênio’ e ‘Casal 20’.Se houver amanhã” ganhou uma mini-série em 1986.


Este romance americano inicia falando de Tracy, uma jovem que tinha um emprego promissor em um banco conceituado, prestes a se casar com Charles, um jovem e excelente partido de quem estava grávida.

Numa noite como outra qualquer, ela recebe um telefonema da mãe, mas por causa da imensa felicidade que ela mesma estava sentindo, não consegue perceber o desespero dela. A mãe ligara para se despedir de sua filha e da vida. Estava endividada até o pescoço por ter sido vítima de um espertalhão que lhe prometera mundos e fundos.

De madrugada, recebera outro telefonema através do qual a polícia pedia que ela viesse até onde sua mãe morava porque esta havia se suicidado e precisavam de alguém para tomar as providências necessárias para o reconhecimento do corpo e o enterro. Ela resolvera não avisar ninguém, pois imaginara que em poucos dias estaria de volta. Logo após os procedimentos legais junto à polícia, encontrou-se com um antigo funcionário da empresa dos pais e amigo da família para ver se ele sabia de algo que justificasse a tragédia. E ele sabia. Contou a ela tudo o que sabia sobre o sabichão que passara a perna na mãe e do quanto esta ficara desesperada por não conseguir mais honrar seus compromissos.

Tracy prometeu a si mesma que isso não ficaria impune e foi comprar uma arma para tirar essa história a limpo ameaçando o tal homem para que ele devolvesse o dinheiro roubado da empresa de sua mãe. Mas o improvável aconteceu e ela acabou dando um tiro no cara sendo assim acusada de tentativa de assassinato e ainda de roubar um famoso quadro do qual ela nem tomara conhecimento.
Sem julgamento, foi considerada culpada e encaminhada à prisão e lá sofreu horrores desde o primeiro dia perdendo o bebê que esperava. Charles, que ela esperava que a ajudasse, virou-lhe a cara assim que soube da prisão dizendo que isso seria um escândalo para sua família se viesse à tona.

Na segunda semana na prisão, após uma semana na solitária, ela resolveu que sua estadia naquele lugar seria o mais breve possível passando a se comportar de forma exemplar e logo passou a ser assistente de cozinha sendo protegida por Ernestine (outra presa, mas que era líder entre elas) e, mais tarde, tornou-se babá da filha do diretor do presídio. Pensava todos os dias em sair daquele inferno  e quando estava tudo planejado nos mínimos detalhes, a filha do diretor caiu dentro de um lago e ela se sentiu na obrigação de salvar-lhe a vida mesmo não sabendo nadar. E foi isso que a tornou uma espécie de heroína e fez com que conseguisse sair da cadeia sem precisar se tornar uma foragida.

Sentira-se tão livre que nem conseguira dormir nos primeiros dias fora dos muros do presídio e pensava noite e dia nas pessoas de quem queria se vingar. Ela procurou desesperadamente um emprego, mas ninguém queria contratar uma ex-presidiária. Então começou sua nova vida: tornara-se uma ladra profissional. Tinha modos para roubar de uma forma que não deixaria nem pistas dos seus roubos e assim, um por um, foi se vingando das pessoas que tinham levado sua mãe ao túmulo.

Ao terminar de eliminar seu último inimigo, quis recomeçar a vida em outro país europeu, mas nada do que fazia lhe dava o prazer que obtinha ao desafiar a polícia roubando itens valiosos sem ser pega. E nesse mesmo meio conheceu Jeff. E aí começa um novo ciclo de aventuras.

Para quem gosta de aventura, esse livro é um prato cheio. Recomendo-o.

Observação: a história continua no livro EM BUSCA DE UM NOVO AMANHÃ. Uma das minhas próximas leituras.


DLL19: Maio | 1º Um livro que foi best seller;

#RESENHA Nº 145 #LIVROS TÍTULO DO LIVRO: PARIS PARA DOIS UM E OUTROS CONTOS AUTOR(A): JOJO MOYES TRADUÇÃO: ADALGISA CAMPO...