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domingo, 28 de abril de 2019

72- Resenha do livro A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE

ROALD DAHL, TRADUÇÃO DULCE HORTA, EDITORA MARTINS 

FONTES, 2011,  173 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

O escritor inglês Roald Dahl tem muitas histórias publicadas para o público infantil como JAMES E O PÊSSEGO GIGANTE e MATILDA que, assim como este livro, viraram sucessos cinematográficos. Uma parte dos lucros obtidos com suas obras é utilizado para financiar e/ou apoiar ações filantrópicas como cuidar de crianças que sofrem de epilepsia, problemas hematológicos e neurológicos no Reino Unido.

A presente obra fala sobre uma misteriosa fábrica de chocolate que outrora empregara muitos trabalhadores entre os quais, alguns que traíam a confiança do proprietário – o senhor Wonka -  repassando para a concorrência suas melhores receitas. Ninguém sabia quem a operava porque não se via ninguém entrar nem sair embora caminhões e mais caminhões saíssem dela carregados de chocolate todas as semanas e isso gerava uma curiosidade muito grande na população local. Fala também da família de Charlie Bucket, formada pelos pais do garoto pré-adolescente e por seus quatro avós que moravam numa casa extremamente pobre nos arredores da fábrica. Era bastante difícil para o pai de Charlie manter a família com sete pessoas com seu pequeno salário. Muitas vezes, a única coisa que tinham para comer era sopa de repolho.

Um dia, a cidade toda ficou sabendo da promoção lançada pelo senhor Wonka: haviam sido colocados cinco cupons dourados dentro das embalagens de um determinado tipo de tablete de chocolate e quem os encontrasse, passaria um dia conhecendo a fábrica e seria abastecido com chocolates e doces pelo resto da vida.

O povo ficou desesperado para encontrar os tais cupons e compravam chocolates de forma descontrolada. Pouco a pouco, os cinco cupons foram encontrados; o último deles foi reservado ao Charlie. Ele comprara uma barra com uma moeda que achara na rua quando voltava da escola.
Chegado o grande dia, a família de Charlie precisava decidir quem seria o acompanhante do garoto, pois cada criança poderia levar um responsável consigo. Ficou resolvido que o vovô Jorge o acompanharia. Foi um dia de encantamento para todos, mas os mais impetuosos perderam uma grande oportunidade. Um a um, foram sendo tirados de cena até restar somente um que, sem saber, recebeu um prêmio extra.

Um livro de fantasia que tem encantado desde crianças até adultos. A montagem cinematográfica é bastante fiel à obra literária.

Vale muito a pena ler esse livro.

terça-feira, 23 de abril de 2019


71- Resenha do livro O MISTÉRIO DA CIDADE
FANTASMA

MARÇAL AQUINO, EDITORA ÁTICA, 2006, 95 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

Quando criança, o escritor conheceu uma cidade fantasma, a qual ficou deserta devido à crise do café que provocou um êxodo em massa. Esta experiência o marcou muito e lhe serviu de inspiração para escrever este livro. O autor começou a escrever aos 16 anos, produzindo textos para um jornal. Ganhou vários prêmios literários com seus livros.

O livro é separado em duas partes, cada qual dividida em parágrafos curtos, o que é bastante propício tendo em vista o público para o qual se destina: o infanto-juvenil.

O livro conta a história de um grupo de adolescentes formado por Cacá, Helinho, Alex, Mônica e Patrícia que está num ônibus com destino a um local onde ficariam acampados durante um final de semana. Porém, eles desembarcam do ônibus no lugar errado e se deparam com uma cidade nos arredores e para lá se dirigem.

Ao chegarem lá, percebem que a cidade estava deserta. Sem saber o que fazer tendo em vista que a noite se aproximava, resolveram se instalar em um hotel abandonado para passar a noite e decidir o que fariam quando o dia amanhecesse.

Cada qual se dirigiu a um quarto e coisas estranhas começam a acontecer como o desaparecimento de uma das garotas.

Uma história repleta de mistérios a serem desvendados a começar pelo motivo que levou seus habitantes a abandonarem a cidade numa época em que havia indícios de que havia ouro nas minas da cidade.

Uma aventura digna de um filme que marca a vida de seus personagens para sempre.

Vale muito a pena ler o livro.

sábado, 13 de abril de 2019

70- Resenha do livro JANELA INDISCRETA

CORNELL WOOLRICH, TRADUÇÃO RUBENS FIGUEIREDO, EDITORA 

COMPANHIA DAS LETRAS, 1ª EDIÇÃO, 2008,  208 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

O autor estudava jornalismo, mas ao perceber o sucesso de seus contos, largou os estudos e dedicou-se à tarefa de escrevê-los. Escreveu também roteiros para o cinema e o primeiro conto deste livro se revelou um dos maiores sucessos do diretor inglês Alfred Hitchcock.

O livro, publicado pela primeira vez em 1942, tem cinco contos de suspense policial. E que suspense!

O primeiro deles – Janela indiscreta - conta a história de um investigador que, por estar se recuperando de uma fratura numa perna, está impossibilitado de sair do prédio onde mora. Sendo assim, passa horas se distraindo olhando pela janela. Até que começa a perceber atitudes suspeitas em um homem que mora num apartamento do prédio ao lado e começa a observá-lo com mais atenção.

É incrível a coerência com que ele apresenta as ações do suspeito relacionando-as com as de um assassino. Chama um policial amigo para investigar e o que ele descobre é surpreendente. O filme de mesmo nome estreou em 1954 e tornou-se um dos maiores sucessos no gênero.

O segundo conto - Post-mortem - não é tão verossímil quanto o primeiro, mas é muito interessante. Conta a história de uma mulher que é informada de que seu ex-marido, falecido a pouco tempo, havia comprado um bilhete de aposta para uma corrida de cavalos e que o cavalo no qual apostara, ganhara  a corrida. Acontece que a mulher não sabe onde está o bilhete. Ela e o atual marido reviram a casa várias vezes sem encontrarem o tal bilhete. Até que um repórter sugere que o bilhete ficara no bolso do paletó com o qual o marido havia sido enterrado. Então trava-se uma outra busca e o que encontram é muito surpreendente.

O terceiro conto - Três horas - é o mais chocante dos cinco. Fala de um homem que estava desconfiado de que sua esposa o traía mantendo encontros na casa deles no horário em que ele estava trabalhando. Planejou então uma explosão que os mataria sem levantar suspeitas sobre ele.  Quando ele acabara de instalar o dispositivo que faria os dois voarem com a casa pelos ares, aconteceu um imprevisto e quem ficou em apuros de cara com o dispositivo vendo o tempo se esvair sem poder fazer nada, foi ele mesmo. O desfecho deste conto é praticamente impossível de imaginar.

O quarto - Homicídio trocado - traz a história de um homem, o Crânio, o qual decide que quer pôr fim à vida de um homem que lhe tinha roubado a mulher amada. Então procura um homem, o Sumiço, que era especialista em criar álibis para livrar da cadeia bandidos perigosos, como já havia feito para Crânio a algum tempo antes sempre com um pagamento polpudo a fim de garantir o sigilo necessário para a situação.

Tudo combinado, lá se foi Crânio para cumprir sua sentença, mas no seu encontro com o condenado à morte, a conversa com o mesmo o faz mudar de ideia. Então, ele volta até Sumiço, mas o que encontra lá o deixa sem palavras, assim como o leitor desse surpreendente conto.

Por fim, no conto Impulso, o protagonista faz das tripas coração para receber o dinheiro de uma dívida. Faz coisas que vão mudar sua vida e a da esposa para sempre. Ele decide que eles precisam sair da cidade imediatamente porque sente que estão correndo riscos. Ela vai na frente e ele ficou de se encontrar com ela num trem que sairia à noite. Daquela hora até o horário do reencontro com a esposa, muita coisa acontece. As horas se arrastam e ele age em desespero e quando finalmente eles se encontram no trem, ele se depara com uma situação inusitada.

O livro traz descrições extremamente visuais e uma voz narrativa carregada de humor negro refinado com a qual Woolrich desenha com maestria o destino de seus protagonistas - vítimas, assassinos, testemunhas -, que parecem arrastar-se a cada minuto para dentro de um caminho sem volta.

Vale muito a pena ler esse livro.

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sábado, 6 de abril de 2019

69- Resenha do livro ACONTECEU EM VENEZA



MOLLY HOPKINS, TRADUÇÃO MARIA ÂNGELA AMORIM DE 

PASCHOAL, EDITORA. NOVO CONCEITO, 2014, 464 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Um romance leve, bem-humorado, irreverente é o que encontramos neste livro que é a continuação do livro Aconteceu em Paris. As duas histórias provavelmente devem ter sido inspiradas pelo seu trabalho como guia de turismo, trabalho exercido durante 15 anos nos quais conheceu muitas pessoas e lugares maravilhosos.

Evie, uma guia de turismo, é noiva de Rob. Os dois se conheceram em Paris (história contada no livro citado acima) e a sintonia entre os dois é imediata. Nove horas depois que se conheceram, já estavam tendo sua primeira noite de prazer. Pareciam ter sido feitos um para o outro, porém Evie descobriu uma traição. Para ela, não havia chance de reatarem o relacionamento. Ela passou a trabalhar mais dias por semana no bar de Nikki e a fazer compras para não pensar no tanto que ele lhe fazia falta.

Durante seu trabalho como guia turístico, conheceu John, um multimilionário que teve um problema de saúde durante uma dessas viagens e ela o ajudou. Por causa disso, ele dava a ela qualquer coisa que quisesse. Rob e Evie haviam retomado o romance, mas ela descobriu que ele guardava um segredo terrível e terminou novamente o relacionamento com ele; isso aconteceu quando os dois já moravam juntos no apartamento que ela dividia a muito tempo com Lulu. As duas se davam muito bem, mas a convivência entre Lulu e Rob era terrível.

Depois desse segundo rompimento, ela recebeu a proposta de avaliar um hotel famoso em Veneza como hóspede secreta e lá sua vida tomou outro rumo.

Um romance com várias reviravoltas e situações engraçadas que vale a pena ler.

A história é contada em primeira pessoa em 32 capítulos.


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segunda-feira, 1 de abril de 2019

PARCERIA COM A AUTORA ARIANE FONSECA


INSPIRE está no TOP 11 dos mais vendidos no ranking geral da Amazon. 🎉 


O que você faria se a pessoa mais importante da sua vida sumisse de repente, sem deixar vestígios?

Pedro está há 14 anos tentando entender como Joana, sua amiga de infância e grande amor, desapareceu depois de tudo que viveram juntos. Quando decide deixar a obsessão da busca de lado e seguir em frente, a encontra suja e machucada na rua.

E o pior: sem memória.

Eles vão precisar enfrentar seus próprios demônios, para descobrir se ainda há esperança para esse relacionamento tão fragilizado.

Inspire, expire. 

Tome fôlego e venha se aventurar nesta história surpreendente, em que o amor vai ter que driblar o tempo e o passado para tentar sobreviver.

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68- Resenha do livro ERA UMA VEZ UMA MALDIÇÃO

E. D. BAKER, TRADUÇÃO ALVES CALADO, EDITORA JOSÉ 

OLYMPIO, 2009, 239 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

            Elizabeth Dawson Baker ou simplesmente E. D. Baker como se subscreve, escreve livros para o público infanto-juvenil. Sua estreia foi em 2002 e, a partir daí, não parou mais. Sua bibliografia é extensa.

“Era uma vez um feitiço” é a continuação de “A princesa enfeitiçada” livro que inspirou o desenho animado “A princesa e o sapo” da Disney, que foi lançado nos cinemas em dezembro de 2009.

Neste romance infanto-juvenil, a princesa Emma está preocupada com seu 16º aniversário, pois há gerações, todas as mulheres de sua família que toquem em uma flor após completarem 16 anos perdem a beleza, o encanto e o caráter doce. Ela está apaixonada por Eadric e este é mais um motivo para querer desfazer a maldição. A pequena heroína e seu namorado passarão por uma aventura interessante para descobrir, primeiramente, quem e porque o feitiço foi lançado e, para isso, eles voltam alguns séculos no passado no que são ajudados por Fê, uma amiga morcega. Eles se encontram com os antepassados da princesa fada que viviam na época em que foi proferida a maldição e para desfazê-la, surgiram muitos outros obstáculos.

Uma história povoada de fadas, bruxas, duendes e elementos mágicos que, com certeza, vão atrair o público infanto-juvenil para ler não só este livro, mas também os outros anteriores e posteriores a ele que a autora escreveu com uma linguagem singela.

Vale a pena ler o livro.

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