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domingo, 28 de julho de 2019

87- Resenha do livro AS CRÔNICAS DE NÁRNIA


C. S. LEWIS, TRADUÇÃO PAULO MENDES CAMPOS e SILÊDA 

STEUERNAGEL (A última batalha), EDITORA WMF Martins fontes, 

2ª edição,2009, 751 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL 

(podendo servir de ótima leitura para adultos)


O livro é um compêndio de sete crônicas escritas numa ordem, mas dispostas em outra na obra completa. Do autor irlandês C. S. Lewis, As crônicas de Nárnia foram escritas entre 1949 e 1954, período pós-guerra o que também influenciou nesta que é sua obra mais conhecida com mais de 120 milhões de cópias vendidas pelo mundo afora. Foi traduzida para mais de 40 idiomas. Tem adaptações para o cinema de algumas destas crônicas. O livro era praticamente desconhecido no Brasil, tornando-se famoso depois da exibição do primeiro filme a trazer uma de suas crônicas que é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa.

Começa com o livro O sobrinho do mago o qual é dividido em 15 capítulos. Nele, conhecemos as crianças Poly e seu vizinho Digory com sua família composta por sua mãe, uma mulher acamada por uma doença aparentemente incurável; por tia Leta e tio André. 

            Um dia, em busca de aventura, as crianças caminham em um corredor num sótão e chegam a uma sala mobiliada e limpa. Surpreendem-se ao se depararem com André. Este, ao ser descoberto em seu quarto secreto, conta-lhes sobre os anéis que estão sobre uma mesa que, segundo ele, podem levar qualquer um a outro mundo e ele até já enviara um porquinho da Índia para lá, porém não tinha como saber se ele tinha mesmo chegado a esse mundo, sendo que ele precisaria do anel verde para voltar. E ainda que houvesse como trazê-lo de volta, o porquinho não poderia lhe contar nada. Como ele mesmo não tinha coragem de realizar a experiência, sonhava em convencer alguém a realizá-la. Polly, uma menina muito curiosa, tocou sem pensar no anel amarelo e imediatamente desapareceu. Digory se sentiu culpado e foi atrás dela levando consigo dois anéis verdes para trazê-la de volta. 

            No mundo paralelo fizeram muitas descobertas e vivenciaram a criação de Nárnia numa clara alusão à Bíblia.

A segunda crônica é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa. Tem17 capítulos. Nela, quatro irmãos crianças -Lucia, Edmundo, Pedro e Suzana – estavam resguardados durante a guerra na mansão de um professor. A tal mansão era tão grande que eles poderiam ficar o dia inteiro sem ver seus donos. E como não tinham muita coisa para fazer, foram brincar de esconde-esconde. Lucia se escondeu num enorme guarda-roupa onde ficavam os casacos que só eram usados em época de muito frio. E qual não foi sua surpresa ao perceber que o fundo dele dava para um mundo paralelo.

O lugar estava coberto de neve. Ela começou a vagar por aquele lugar ermo e, de repente, deparou-se com Tumnus, um fauno que amigavelmente conversou com ela, ofereceu-lhe um chá e a aconselhou a ficar longe da rainha branca dizendo que ela enfeitiçava a todos mostrando-se boazinha, sendo que era, na verdade, uma feiticeira que queria governar aquele mundo. O verdadeiro rei era um homem bom e Aslan, o leão, ajudava sempre que a harmonia da vida daquele lugar estava ameaçada.

Lucia voltou para a mansão preocupada achando que já a estivessem procurando, porém ninguém nem tinha dado falta dela ainda. Ela contou sua aventura em Nárnia, entretanto ninguém acreditou nela. De noite, a garota não conseguia dormir e voltou ao guarda-roupa a fim de se certificar que não havia sonhado. Edmundo a seguiu. Uma vez no outro mundo, Lucia foi procurar o fauno. Edmundo, por sua vez, encontrou-se com Jadis, a rainha branca, e ela o enfeitiçou com um manjar turco convencendo-o a trazer as outras três crianças até ela em sua próxima visita à Nárnia. Então, ele voltou ao mundo dos homens e não disse nada do seu encontro com a rainha a ninguém e foi criando estratégias para fazer o que a rainha tinha lhe pedido.

Num outro dia, as quatro crianças foram se esconder no guarda-roupa e acabaram todos os quatro em Nárnia. Chegando à casa do fauno, perceberam que ele havia sido preso pela polícia local. Edmundo se esgueirou da casa dos castores que estavam a par da situação do fauno e iam ajudá-los a encontrar Aslan, e foi procurar a rainha branca, pois não acreditava que ela era má. No entanto, assim que ficou na sua frente, ela o maltratou exigindo que ele a levasse até onde os outros filhos de Adão e Eva estivessem.

Várias aventuras acontecem enquanto os três conhecem Aslan e Edmundo entende que o leão é que está do lado do bem e todos ficam sabendo da profecia que pairava sobre aquele mundo.

A terceira crônica é O cavalo e seu menino.  Tem 15 capítulos. A história contada fala de Shasta, um menino criado por um homem viúvo que pegou esse menino abandonado visto já ser de idade avançada e sem filhos, precisando de ajuda com os afazeres que não conseguia mais realizar. O tutor do garoto, certa noite, acolheu um viajante tarcaã que lhe fez a proposta de comprar o menino. Percebendo que o velho aceitaria a proposta mesmo não sendo tão vantajosa quanto pensara no momento em que fora feita, imediatamente o menino resolveu fugir. Foi até onde estava o cavalo do tarcaã e, surpreso, recebeu uma proposta de fuga vindo do cavalo. Este desejava voltar para Nárnia que ficava ao Norte de onde estavam e era justamente para lá que Shasta também sempre sonhava em viver.

Fugiram e no caminho encontraram outra dupla igual a eles que também estava se dirigindo à Nárnia. Assim sendo, Bri, o cavalo falante de Shasta levava-o e Huin levava Aravis, menina descendente de poderosos cujos pais tinham acertado casamento com um velho em troca de poder. Ela, mesmo criança, tinha outros planos. Fugiu com sua égua falante e ao se encontrarem com Shasta e Bri, formaram um quarteto com um desejo comum. As coisas complicaram ao passarem por uma cidade à qual não havia como desviar. Lá, Shasta foi confundido com o filho de um rei e levado a um palácio onde comeu e dormiu até que o verdadeiro príncipe Corin apareceu e lhe indicou o caminho para as tumbas, local combinado para se reencontrar com Aravis caso tivessem que se separar.

Aravis também teve problemas e teve que pedir ajuda a uma amiga que viu passando e juntas bolaram um plano para irem até as tumbas a fim de se juntar aos companheiros e continuar seu trajeto rumo ao Norte.

Passaram por vários perigos, mas com foco no destino, não desistiram da luta nem por um instante sequer.

A quarta crônica é O príncipe Caspian.Tem15 capítulos. Nesta crônica, os quatro irmãos – reis e rainhas de Nárnia – vão entrar em ação novamente. Estavam outra vez em Nárnia, embora demorassem a perceber tal fato, visto que tudo estava muito diferente porque haviam se passado muitos anos; tudo estava em ruínas.

Certa feita, salvaram um anão da morte certa visto que fora trazido para aquele lugar conhecido como a terra dos fantasmas. E esse anão contou a história de como era Nárnia antes da batalha que levara os telmarinos a conquistá-la e transformá-la totalmente num lugar triste, pois seu rei era tão cruel que sequer queria que Caspian, seu sobrinho e herdeiro, soubesse da verdadeira história.

Caspian X, sem saber, era o verdadeiro rei do lugar. Miraz, o tio, tinha usurpado o trono de seus antecessores. E agora queria matar o garoto também, pois finalmente, tinha um filho a quem passar a coroa quando morresse. O preceptor do menino (que lhe contou essa história) aconselhou-o a fugir dando-lhe a trompa mágica que pertencera à rainha Suzana.

Mais tarde, Caspian foi capturado por um grupo de texugos falantes que discutiam entre si se o matariam ou não, pois alguns deles acreditavam que ele oferecia perigo. Então, eles levaram Caspian até os faunos. Com estes, o jovem havia sonhado muitas vezes e seu encontro foi muito alegre. Ele foi muito bem recebido por eles que o tratavam como um rei.

Reuniram-se todos os habitantes daquela terra e fizeram um verdadeiro conselho de guerra a fim de decidir como fariam para destronar o rei impostor. Entretanto, antes do início da grande reunião, o preceptor do jovem príncipe- doutor Cornelius- apareceu dizendo que Miraz estava a caminho, pois o cavalo de Caspian voltara para casa quando ele havia sido preso, traindo seu cavaleiro. Resolveram se abrigar no Monte Aslan, pois lá estariam a salvo. Entretanto, logo foram encontrados e a batalha teve início. Sofreram muitas perdas até resolverem ser o momento oportuno de tocar a trompa da rainha Suzana. Assim que ela foi tocada, o leitor é levado até onde estão as crianças no início desta crônica (dentro de uma caverna onde um anão salvo das garras de Miraz pela flechada de Suzana está lhes contando uma história). Estes então são atraídos magicamente para a batalha, pois perceberam que deveriam prestar auxílio a Caspian a fim de derrotar Miraz. Foram de encontro aos narnianos em combate contra o falso rei, de barco. Ao anoitecer, saíram da água, comeram maçãs e foram dormir adormecendo de pronto. De manhã, seguiram a pé até a mesa de pedra, porém chegou o momento em que não sabiam onde estavam. Andaram até o anoitecer e durante a noite, Lucia acordou e se encontrou com Aslan que orientou que ela deveria segui-lo mesmo que os outros não o vissem e não acreditassem que ele estava ali. Ela acordou os outros, mas eles não acreditaram nela, mas resolveram ir com ela. E Aslan os conduziu até à mesa de pedra. Uma vez lá, confabularam entre si como fariam para derrotar Miraz uma vez que ele estava em situação de superioridade tendo um exército de homens treinados para a batalha a sua disposição. Propôs-se então um duelo entre Miraz e Pedro e quem o vencesse reinaria em Nárnia.

O duelo foi sangrento e Miraz perdia quando Aslan chegou ao local da luta acompanhado de Lucia. Aslan tornou a nomear Pedro, o rei de Nárnia, e Caspian, como futuro rei. Houve um banquete de comemoração. E os comandados de Miraz foram enviados à Telmar, terra de onde vieram. O leão, antes disso, contou a história de como os telmarinos tinham vindo para em Nárnia.

A quinta crônica é A viagem do Peregrino da Alvorada.  Tem16 capítulos. Nela,    Edmundo, Pedro, Lucia , Caspian e o primo Eustáquio empreenderam uma viagem mágica quando, de um quadro, saiu o navio Peregrino da Alvorada. Nele, navegaram por sete ilhas diferentes. Em cada uma delas, seria preciso salvar uma pessoa.

Primeiramente, foram até uma ilha em que Miraz já havia sido governador, portanto Caspian a conhecia. Quis revê-la sem oferecer perigo aos demais tripulantes do navio. Então, foi deixado de bote na ilha junto com Lucia, Eustáquio e Ripchip, um rato muito esperto. Caspian tinha a intenção de atravessá-la a pé e embarcariam novamente do outro lado da ilha. Mas teve problemas na ilha: foi vendido como escravo e quem o comprou foi um homem que se distanciara da autoridade de Miraz. Caspian o reconheceu e fez-se reconhecido. Então, o Lord o ajudou e Caspian o nomeou duque. Ficaram por três semanas na ilha onde viveram várias aventuras.

Logo que embarcaram novamente no navio, houve uma tempestade cruel que durou vários dias. Algumas partes do navio ficaram danificadas e eles tiveram que restringir a alimentação e a água porque estavam longe de qualquer lugar onde pudessem reabastecer o navio de víveres e consertar o que estava quebrado ou rasgado. Eustáquio não queria ajudar nos trabalhos, por isso, assim que chegaram ao porto em que fariam as reformas necessárias, ele resolveu dar uma voltinha e conhecer a ilha e se perdeu. Dormiu numa caverna achando que aí estaria protegido, mas qual não foi sua surpresa ao perceber que se transformara em um dragão embora continuasse a pensar como o menino que tinha sido. Foi até onde os outros estavam e, a muito custo, conseguiu fazê-los entender quem era. Mais tarde, encontrou-se com Aslan que o fez perceber o que tinha que fazer para se tornar um menino de novo.

Zarparam com o navio novamente e a cada ilha visitava, cumpriam sua missão e continuavam sua viagem. É um livro que se arrasta morosamente, mas é interessante com suas particularidades.

A sexta crônica é A cadeira de prata. Com 16 capítulos, o livro começa com Jill, uma menina que estudava em um colégio onde coisas que não deveriam acontecer em uma escola, aconteciam. Tinha a turma da pesada que não poupava ninguém quando o quesito era fazer bulling e a menina era o alvo da vez. Escondida atrás do ginásio, chorava quando Eustáquio a encontrou e lhe ofereceu ajuda contando a ela, sua viagem à Nárnia. Propôs a ela que fosse até lá com ele. Ela aceitou num impulso porque alguém poderia contar à turma da pesada onde ela estava, chamava por ela dizendo saber onde ela estava escondida. Pegou na mão que Eustáquio lhe oferecia e magicamente foram atraídos à Nárnia. E logo estavam à beira de um abismo onde Eustáquio caiu. A menina ficou muito assustada e assustou-se mais ainda ao dar de cara com Aslan e ele lhe dizer que ela tinha uma missão: encontrar o filho de um rei que estava desaparecido. E Aslan soprou e ela foi flutuando para o lugar onde deveria fazer sua busca. Eustáquio magicamente já estava no tal lugar. Tiveram a ajuda de uma colônia de corujas que tinham noção de onde Caspian poderia estar, pois tinham ouvido muitas histórias sobre o seu desaparecimento. As corujas levaram-nos até os paulamas e eles também disseram que os ajudariam e o primeiro passo seria chegar até as ruínas da cidade dos gigantes as quais ninguém sabia direito onde eram. Ao chegarem mais perto seguindo seus instintos, viram que os gigantes estavam brigando e nem repararam nos viajantes. Passando por uma ponte, avistaram duas figuras estranhas: uma delas era Ela, a Dama do Vestido Verde, e a outra era um cavaleiro que permaneceu cabisbaixo sem pronunciar nenhuma palavra. Eles lhes recomendaram que fossem à Harfang onde moravam os gigantes amáveis a fim de pedir mais informações sobre as ruínas dos gigantes. E eles continuaram a caminhada mesmo com o frio enregelante até Jill cair num fosso. Depois de verem que ele não levava a lugar nenhum, saíram de lá e logo chegaram à Harfang. Entraram no castelo sendo recebidos amavelmente, mas quando perceberam que já estavam nas ruínas dos gigantes, imediatamente começaram a pensar onde procurar o filho do rei Caspian.

Estavam formulando estratégias para fugir do castelo enquanto a maioria dos gigantes estavam caçando, quando Jill leu uma página de um livro de receitas que encontrou na cozinha e se deparou com uma que tinha como ingrediente principal, crianças. Mostrou para Eustáquio e para o paulama e, apavorados, apressaram-se em fugir dali. E assim que iniciaram a fuga, os gigantes já se puseram atrás deles. De repente, começaram a escorregar por um terreno em declive e caíram no Reino Profundo. E os terrícolas os levaram até a rainha que era nada mais, nada menos que a Dama do Vestido Verde. Esta aprisionava o príncipe Rilian e o mantinha enfeitiçado dizendo que o único mundo existente era o das profundezas, mas Rilian conseguiu vencê-la com a ajuda do paulama, de Eustáquio e de Jill. Saíram de lá, sendo perseguidos pelos terrícolas e outra fuga com vários perigos se iniciou.

Uma história muito empolgante.

A sétima crônica é A última batalha, tem 16 capítulos e como o próprio nome já antecipa, traz uma batalha para Nárnia se modificar porque os seres que a habitavam já não a tratavam como ela merecia. Numa clara referência à Bíblia, Aslan age para que Nárnia volte a ser ou se torne o lugar que foi inicialmente idealizada.

A última batalha retrata uma história de esperteza. Alguém quer conquistar o lugar de Aslan arquitentando uma farsa ao ver uma pele de leão. Manhoso e Confuso eram amigos apesar do esperto macaco Manhoso se aproveitar do jumento Confuso em tudo que poderia lhe trazer alguma vantagem. Sendo assim, convenceu o jumento a vestir a pele do leão que encontrara, fazendo-o parecer com Aslan. Manhoso queria que Confuso usasse sua semelhança com Aslan e desse ordens como se fosse ele e começou a agir de forma que todos acharam muito estranho visto que tudo o que o leão fazia tinha em vista o bem estar dos habitantes do lugar bem como a preservação daquele mundo.

Jill e Eustáquio foram magicamente enviados à Nárnia para ajudar a descobrir o que estava acontecendo. E foi a garota quem desvendou o mistério encontrando o jumento Confuso e libertou todo povo do jugo do macaco.

Mais tarde, Tirian que tinha sido aprisionado ao questionar a liderança do falso Aslan, conseguiu apoio de um anão que era vigia do jumento, e este lhe disse que, na verdade, quem estava no comando eram o gato Ruivo e Rishda, um capitão calormano. Para isso, embebedavam o macaco e passavam a ordenar os maiores absurdos.

Aslan resolveu toda a situação de uma forma revolucionária e inesperada. É um final bem previsível se se conhece a história da Bíblia quando Deus percebeu que os homens não agiam mais segundo seus preceitos.

Visão geral da obra

O tempo em Nárnia passava diferente do que no mundo dos homens. Enquanto aqui se passavam alguns segundos, lá já haviam passado anos. Outro dado interessante é que, à medida em que os quatro irmãos cresceram, eles não podiam mais entrar em Nárnia. Então quem passou a adentrar àquele mundo para resolver as situações-problema que apareciam eram outros personagens como Eustáquio e Jill. Os animais eram falantes em Nárnia e, essencialmente bons.

Há várias referências à Bíblia, como por exemplo, na criação de Nárnia, na morte de Aslan para salvar aos outros e num dilúvio de água e neve. Sempre quando há um conflito, Aslan chega para solucioná-lo. Embora o livro tenha sido escrito para crianças, estas provavelmente não vão perceber as várias analogias feitas com a Bíblia, porém é tudo perfeitamente aceitável no mundo de fantasia que permeia todo o livro.

Por ser um livro dirigido ao público infanto-juvenil, o livro é muito extenso devendo, no meu ponto de vista, ser recomendo às crianças e adolescentes que leiam as crônicas em separado como se fossem livros isolados. Embora alguns livros tenham relação, ou melhor, sejam uma quase continuação de algum livro anterior, pode ser lido isoladamente, pois quando necessário, o autor retoma algumas partes do livro-referência.

As crônicas trazem detalhamento dos locais e das características das personagens. Foi muito bem escrito e, com certeza, o público-alvo vai conseguir entender as histórias tirando inclusive lições de vida, como por exemplo, a importância da lealdade, da honestidade entre outras virtudes.

Vale muito a pena ler o livro.

DLL- 5º livro- julho. livro de capa preta

terça-feira, 16 de julho de 2019

86- Resenha do livro A HORA DA VERDADE


PEDRO BANDEIRA, EDITORA ÁTICA, 2005,  160 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANT0-JUVENIL

Dono de um estilo próprio, ágil e eletrizante, Pedro Bandeira é um autor dos nossos tempos, muito vivo por sinal que se destaca na literatura brasileira como escritor de livros infanto-juvenis.

Ingressou no mundo das palavras escrevendo para o jornal ‘Última Hora’ e mais tarde trabalhou na Editora Abril, onde escreveu para diversas revistas. Dedicou-se também ao teatro profissional, trabalhando como ator, diretor, cenógrafo e até mesmo com teatro de bonecos.

Em 1983. seu primeiro livro (produzido tendo em vista o público infantil) "O Dinossauro Que Fazia Au-Au" foi publicado e fez um grande sucesso. A partir de 1984 passou a escrever para o público infanto-juvenil para o qual o primeiro livro foi “A droga da obediência”.

Seus livros são muito bem aceitos tendo sido indicados até para as escolas figurando entre os títulos das bibliotecas escolares. Pedro é autor de mais de 50 livros os quais já lhe renderam cerca de 23 milhões de cópias vendidas até 2012 e, por isso coleciona premiações importantes como o Prêmio Jabuti.

Neste romance infanto-juvenil, Iara está triste, pois Desmond não queria mais nada com ela. Acabara o curto namoro com um dos rapazes mais bonitos e ricos do colégio. Os dois namoraram por um tempo, mas a obsessão da garota por ele o sufocava. Eles estudavam no Colégio Carlos Queiróz Teles, eram atletas de times de vôlei bastante fortes, por isso disputavam campeonatos no estado todo e, muitas vezes, alcançavam êxito em suas participações.

A chegada de Adele mudou a rotina da protagonista porque Desmond se enamorou de cara por ela. Mesmo tendo se tornado em pouco tempo a melhor amiga de Adele, o namoro com seu ex-namorado transtornou a garota fazendo com que ela agisse de forma sórdida para separar os dois achando que assim, ele voltaria a namorá-la. Agiu de modo a machucar física e emocionalmente as pessoas ao seu redor, sem medir as consequências dos seus atos; tudo em nome do amor que dizia sentir pelo garoto.
O livro traz lições de grande importância como a lealdade, o companheirismo entre outros, sendo, portanto, de grande valia ao público ao qual se destina.


DLL- julho- 3º- um livro com mais de 100 páginas

sábado, 13 de julho de 2019

85- Resenha do livro A ILHA DO TESOURO


ROBERT. LOUIS STEVENSON, ADAPTAÇÃO ANDREW HARRAR, 

TRADUÇÃO CASSIUS MEDAUAR, EDITORA FAROL LITERÁRIO, 

2007, 87 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

O autor é considerado um dos maiores escritores do mundo em se falando de romances de aventuras. Viveu nos anos 1800, mas continua muito vivo através de suas obras. Este livro foi publicado pela primeira vez em 1883 e é leitura escolhida de milhares de leitores pelo mundo a fora. Outro grande sucesso seu foi O médico e o monstro publicado em 1886.

Trata-se de uma obra voltada para o público juvenil, embora descreva cenas de violência intensas como lutas e batalhas em alto mar e em ilhas as quais considero inadequadas para essa faixa-etária. Tenho certeza de que a versão adaptada para essa história em quadrinhos está aquém da versão com o texto integral visto tratar-se de um clássico universal.

A obra foi publicada em formato de história em quadrinhos, é contada em primeira pessoa quase como num diário, por Jim, um adolescente que mora com seus pais que sobrevivem com a renda de uma estalagem à beira-mar na Inglaterra. Convivem, portanto com marinheiros de todo tipo. Num dia desses, hospedou-se em sua humilde pousada, um marinheiro chamado Billy Bones o qual vinha trazendo apenas sua trouxa de roupas e um baú a tiracolo.  Este passava os dias vagando por aí. Parecia estar a espera de que outros marinheiros aparecessem o que de fato aconteceu. No encontro entre Billy e Black Dog, o tal marinheiro, houve um duelo com espadas ficando ambos feridos. O visitante fugiu e Billy teve um ataque cardíaco tendo sido atendido pelo doutor Livesey que o medicou. Ele passou mal porque o tal marinheiro disse que, em breve, lhe mandariam a marca negra que era um sinal de que seria executado sob a acusação de pirataria. E ficou mais nervoso ainda porque não queria que eles tivessem acesso ao conteúdo do seu inseparável baú.

O pai de Jim morreu e em poucos dias, Billy recebeu a visita daquele que lhe traria a marca negra e teve outro ataque cardíaco e morreu também.

Jim chamou a mãe e resolveram ver se o que tinha no baú, dava para pagar a dívida na estalagem. Pegaram algumas moedas e um embrulho que deixaram para abrir mais tarde e saíram dali, pois já haviam aparecido alguns homens para levar o marinheiro e seu baú.

Mãe e filho buscaram a ajuda do doutor Livesey e do Conde Trelawney e juntos desembrulharam o pacote encontrado no baú. Tratava-se de um livro-caixa e um mapa do tesouro. Imediatamente resolveram fretar um navio para procurar o tesouro. Entretanto, alguns dos tripulantes contratados de última hora, eram mal-encarados e planejaram trair seus empregadores; pelo menos foi o teor da conversa que Jim ouviu certa noite em que caíra dentro de um barril de onde quisera retirar uma maçã para comer.

E não tardou para o motim acontecer. Foi quando chegaram à uma ilha a qual acreditavam ser a ilha onde o tesouro estaria enterrado. Alguns desceram à terra, pois receberam o dia de folga para descansarem da longa viagem.

Jim desceu também, embora escondido e, na ilha, conheceu o marinheiro Ben que havia sido abandonado por um navio cujo capitão também viera procurar o tal tesouro. Não o tendo encontrado mesmo estando dias e dias cavando, saiu da ilha culpando Bem por não tê-lo encontrado e foi justamente esse pobre homem que não falava com ninguém a três anos que trouxe a segurança que o rapaz precisava para sair vivo dessa busca.

Uma aventura empolgante que ainda pretendo ler tendo em mãos o texto integral.

 DLL- julho- 2º- um livro HQ. Grafic novel ou mangá

quinta-feira, 11 de julho de 2019


TAG- PERGUNTAS SOBRE AS MINHAS LEITURAS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019

1.       O melhor livro que você leu até agora, em 2019.
A MÃO DE FÁTIMA- ILDEFONSO FALCONES

2.       A melhor continuação que você leu até agora, em 2019.
O CEIFADOR DE ANJOS: ANTES DA COLEÇÃO- JULIETE VASCONCELOS

3.       O livro que mais te decepcionou esse ano.
O CONTO DA AIA- MARGARETH ATWOOD

4.       O livro que mais te surpreendeu esse ano.
ONZE MINUTOS- PAULO COELHO

5.       Novo autor favorito (que você conheceu recentemente).
CARINA RISSI

6.       Seu personagem favorito mais recente.
SOFIA DO LIVRO PERDIDA- CARINA RISSI

7.       Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
O PRESENTE- DANIELLE STEEL

8.       Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2019.
EU SOU MALALA- MALALA YOUSAFZAI E CRISTINA LAMB

9.       Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
APENAS O NADA- LUÍSA ARANHA

10. Quais livros você quer muito ler até o final do ano?
DANÇANDO SOBRE CACOS DE VIDRO- KA HANCOCK
CRÔNICAS DE NÁRNIA- C. S. LEWIS
MATILDA- ROALD DAHL


TODOS OS LIVROS LIDOS E OUVIDOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2019

Livros físicos

1.       A MÃO DE FÁTIMA- ILDEFONSO FALCONES

2.       EU SOU MALALA- MALALA YOUSAFZAI E CRISTINA LAMB

3.       UM LONGO CAMINHO PARA CASA- DANIELLE STEEL

4.       O PRESENTE- DANIELLE STEEL

5.       OUR FALL- AMANDA MAIA

6.       O CAÇADOR DE PIPAS- KHALED HOUSEINI

7.       DESUMANO- OLIVIA MAIA

8.       EU SOU O MENSAGEIRO- MARKUS ZUSAK

9.       TRÊS SOMBRAS- CYRIL PEDROSA

10.   O MENINO DO VAGÃO- PAM JENOFF

11.   QUESTÕES DO CORAÇÃO- EMILY GIFFIN

12.   ERA UMA VEZ UMA MALDIÇÃO- E. D. BAKER

13.   ELIXIR- HILARY DUFF

14.   DEVOTED- HILARY DUFF

15.   TRUE- HILARY DUFF

16.   CANÇÃO DE NINAR EM AUSCHWITZ- MARIO ESCOBAR

17.   O MISTÉRIO DA CIDADE FANTASMA- MARÇAL AQUINO

18.   O HERÓI DOS TABULEIROS- RICARDO CRIEZ

19.   ACONTECEU EM VENEZA- MOLLY HOPKINS

20.   A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE- ROALD DAHL

21.   JANELA INDISCRETA- CORNELL WOOLRICH

22.   O SEGREDO DOS ÍNDIOS- EDITH MODESTO

23.   A HORA DA VERDADE- PEDRO BANDEIRA

24.   A BOLSA AMARELA-LYGIA BOJUNGA

25.   SANGUE FRESCO- JOÃO CARLOS MARINHO

26.   DINHEIRO NO CÉU- MARCOS REY

27.   O CONTO DA AIA- MARGARETH ATWOOD

28.   SE HOUVER AMANHÃ- SIDNEY SHELDON

29.   A ÚLTIMA CARTA DE AMOR- JOJO MOYES

30.   ELEANOR & PARK- RAINBOW ROWEL

31.   DESEJO À MEIA NOITE- LISA KLEYPAS

32.   A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ- ANTONIO G. ITURBE

33.   MEMÓRIAS DE EUGÊNIA- MARCOS BAGNO

34.   DAMAS-DA-NOITE- JETTA CARLETON

Livros digitais

  1.       AQUELA NOITE EM AUSCHWITZ- JAMILE MAFRA
  2.      NOSSA HISTÓRIA DE AMOR- FERBNANDA ARMONI
  3.      ..O QUE A GUERRA ME TROUXE- TÂNIA PICON
  4.       .NÃO TE DAREI MEU CORAÇÃO- ARIANE FONSECA
  5.        ENTRE O AMOR E A MAGIA- SUZANA CHAVES
  6.       APENAS O NADA- LUÍSA ARANHA
  7.    MINHA LISTA DE DESEJOS- ARIANE FONSECA
  8.      O CANTO DA CORUJA- MICKAELLY AMORIN
  9.     A MALDIÇÃO DO TIGRE- COLLEN HOUCK
  10.   O RESGATE DO TIGRE- COLLEN HOUCK
  11.   A VIAGEM DO TIGRE- COLLEN HOUCK
  12.   O DESTINO DO TIGRE- COLLEN HOUCK
  13.    A PROMESSA DO TIGRE- COLLEN HOUCK
  14.   O CEIFADOR DE ANJOS: ANTES DA COLEÇÃO- JULIETE VASCONCELOS
  15.    O CEIFADOR DE ANJOS: A ÚLTIMA CEIFA- JULIETE VASCONCELOS

Audiolivros
1.       VINTE MIL LÉGUAS SUBMARINAS- JULIO VERNE

2.       ONZE MINUTOS- PAULO COELHO

3.       CINCO SEMANAS EM UM BALÃO- JULIO VERNE

4.       PERDIDA- CARINA RISSI

5.       ENCONTRADA- CARINA RISSI

6.       NO MUNDO DA LUNA- CARINA RISSI

domingo, 7 de julho de 2019

84- Resenha do livro PERDIDA


CARINA RISSI, audiolivro publicado no canal do Youtube de Parthenia 

Corbitt em 2018, com duração de 11h27min.

(Livro físico, Editora Verus, 1ª edição, 2013, 364 páginas)

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

A autora brasileira Carina Rissi mora em São Paulo e é formada em jornalismo. Adora ler Jane Austen cujos livros lhe servem de inspiração para criar ‘amores impossíveis’.

Este livro é um romance chicklit de época; uma combinação de dois gêneros dos quais a autora gosta muito. Com uma protagonista forte, moderna que se envolve numa situação surreal. O livro PERDIDA é o primeiro de uma série que terá seis: cinco já publicados que trazem as histórias de alguma das personagens do primeiro livro e um último sem título ainda. Perdida foi o primeiro livro da autora e já foi publicado em vários países e teve mais de 100 milhões de cópias vendidas. Está sendo cotado para virar filme. É um romance muito engraçado.

A história é narrada em primeira pessoa por Sofia, a protagonista. Ela vive numa metrópole brasileira, é órfã e Nina, sua melhor amiga, é o ombro amigo que a ajuda em tudo. Num dia como outro qualquer, Sofia vai para balada com Nina e seu namorado e ela se excede na bebida, necessitando ir ao banheiro várias vezes. E numa dessas idas, seu celular (que já não estava muito bom) cai dentro do vaso sanitário tornando-se inutilizável.

No dia seguinte, apesar da ressaca, ela se dirigiu à uma loja de produtos eletrônicos, pois não conseguia dar um passo sem um celular. Na loja, ela disse que queria um celular com inúmeras funcionalidades e a vendedora, muito prestativa, lhe ofereceu um que, garantiu, era o que ela precisava. Sem pestanejar, comprou-o. Saiu da loja e já começou a mexer nele a fim de saber como poderiam ser usados os seus recursos.

De repente, tropeçou numa pedra e quando deu por si, estava num lugar estranho sendo acudida por um homem vestido formalmente que desmontara de um cavalo. Ela ficou muito confusa e assim também ficou o homem que a ajudava. Ela não conseguia entender como parara ali. Imaginou que poderia estar sonhando, mas logo percebeu que tudo era muito real. O homem apresentou-se como Ian Clarke, um fazendeiro da região. Ele a levou para sua casa que era, na verdade uma mansão antiga com muitos cômodos, empregados, com móveis de madeira muito bem cuidados e outras coisas que ela só vira em filmes ou lera nos romances de época como os de Jane Austen que ela não se cansava de reler.

Por mais um tempo, ela continuou perdida, mas por fim descobriu que fizera uma viagem no tempo, tendo sido transportada para o século dezenove, mais precisamente para o ano de 1830. Entretanto, ela não poderia dizer a ninguém que seu tempo era o ano 2010 sob risco de ser considerada louca.

Na casa de Ian, ela conheceu sua única irmã, Elisa, uma adolescente adorável de quinze anos. Os dois viviam sós, pois os pais já haviam falecido. Elisa se sentia muito só e adorou a companhia de Sofia. Mas, Sofia se sentia muito deslocada; sentia falta das modernidades do seu tempo. Tudo era muito diferente, antiquado e suas ações e falas são muito engraçadas. Ela tinha dificuldade para entender como as coisas funcionavam naquela época.

Sofia queria desesperadamente voltar para casa, porém dependia do celular para isso e, a única coisa que conseguiu saber através dele era o que as breves mensagens lhe revelavam: que ela estava ali para cumprir uma missão. 

Ela se sentia péssima e a única coisa que a fazia melhorar um pouco o humor era Ian, seu anfitrião com o qual teve uma imediata atração sexual no que foi correspondida.

Enquanto esteve ali, o casal teve momentos íntimos pelos quais Ian se recriminava embora não se arrependesse. Ela se viu obrigada a confessar ao seu par que viera de outra época sem saber como e é o livro ‘Orgulho e preconceito’ de Jane Austen que faz com que Ian acredite que ela realmente havia vindo do futuro, pois o livro que levava na bolsa era uma reedição e fora publicado nos anos 2000. Depois disso, o romance entre eles corre solto até que, Sofia, num novo tropeço, é levada de volta ao seu tempo.

A partir daí, começa a luta de Sofia para voltar ao passado e é considerada louca até mesmo por sua amiga Nina.

O romance é um primor. Com certeza, lerei ou ouvirei os outros livros da série.

DLL-julho- 4º- um livro do gênero chic-lit

terça-feira, 2 de julho de 2019

83-Resenha do livro NO MUNDO DA LUNA

CARINA RISSI, EDITORA VERUS, 1ª EDIÇÃO, 2015, 476 PÁGINAS

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

            A autora natural de Ariranha, São Paulo, conquistou um público cativo com o primeiro livro da série Perdida. Já publicou mais 11 livros mesmo sendo ainda bastante jovem. Suas personagens são cativantes, sendo assim, rapidamente, o leitor ‘mergulha’ na história e só consegue sair dela, diante da palavra FIM. Seus livros podem ser encontrados facilmente em livrarias e em sites e está disponível em audiolivro no youtube que foi onde ‘li’ a obra.

Este romance traz como protagonista a jovem Luna. Recém-formada em Jornalismo, sonhava em ter uma oportunidade para mostrar seu talento, porém o máximo que conseguira até então, era um emprego na editora de uma revista como telefonista.

Morava com Sabrina há vários anos. As duas se davam muitíssimo bem; eram confidentes uma da outra. Sabrina compartilhava a dor do fim de um namoro longo da amiga com Igor.

A revista Fatos & Furos não ia bem. Dante, o redator-chefe, já havia perdido vários dos seus jornalistas para a revista de Jéssica, sua rival desde os tempos da faculdade; por isso, Luna acabou tendo uma oportunidade para exercer de fato sua profissão. O chefe ofereceu-lhe a coluna do horóscopo. Não era bem o que ela tinha em mente, mas com certeza, era melhor de que ser uma garota de recados na revista.

Ela não sabia nem por onde começar e teria que entregar seu primeiro artigo em poucos dias. Fez uma pesquisa na internet, mas achou que o que encontrara era insuficiente para escrever as previsões de um horóscopo que chamasse a atenção das leitoras da Fatos & Furos. Saiu então, à procura de uma loja em que pudesse encontrar objetos exotéricos como cartas de tarô, runas ou algo do gênero. A mulher que a atendeu em uma dessas lojinhas de fim de galeria apresentou-lhe um baralho cigano e a alertou que as cartas deveriam ser usadas com sabedoria. Mesmo sendo neta de uma cigana, era cética com relação à magia das cartas; portanto, não se intimidou comprando o baralho e começando a fazer as ‘previsões para os signos’ logo que chegou ao seu apartamento.

Demorou, mas conseguiu se inspirar para escrever o seu primeiro horóscopo ditado pela ‘Cigana Clara’, nome que adotou como consultora de horóscopo. Alguns dias depois de sua publicação, começou a receber e-mails dizendo o quanto as palavras da Cigana Clara tinham inspirado suas leitoras a tirar melhor proveito do seu dia-a-dia.

Durante sua rotina na revista, foi obrigada a estar mais na presença do chefe, que era insuportável no seu ponto de vista, e não passou despercebida uma atração eletrizante que sentiam um pelo outro nesses momentos.

Num dia como outro qualquer, a revista soube do rompimento do relacionamento de Dante com Alexia. O chefe, então, tornou-se mais ríspido ainda. Não demorou muito para que as fagulhas do desejo entre os dois pegassem fogo. A carência sexual fez o seu papel e os dois se tornassem amantes calorosos. Porém, um relacionamento entre chefe e subordinada só poderia resultar em confusão e muita. E ela só aumentou quando Luna ouviu da boca da ex-amante de Dante que ela só deu o fora nele depois de ler o horóscopo da coluna de Luna. Ela ficou ainda mais baratinada ao entender que sua amiga Sabrina, que também tinha agido conforme o horóscopo da Cigana Clara que era feito de forma impensada, estava magicamente provocando alterações no comportamento das pessoas e ela não sabia o que fazer para parar com essa loucura toda.

Muitos mal-entendidos e confusões acontecem entre a vida particular dos dois e entre chefe e jornalista subordinada. A veia cigana é que vai lhe mostrar o caminho a seguir na vida profissional e na pessoal. A protagonista. Às vezes, age de forma impensada, entretanto suas ações sempre refletem honestidade e pureza de coração. Exemplo disso, é quando faz Dante perceber porque tantos jornalistas se bandeavam para a revista rival.

A história dividida em 56 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é bem envolvente.
            Recomendo muito a leitura desse livro.

1º DLL julho - um livro do seu gênero favorito