Visitantes

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

97- Resenha do livro O AMOR É UM PÁSSARO VERMELHO

LUCÍLIA JUNQUEIRA DE ALMEIDA PRADO, EDITORA PLANETA 

JOVEM, 2ª EDIÇÃO, 2003, 211 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

Essa grande escritora paulista (da qual eu nunca ouvira falar até que uma amiga me recomendou este livro para servir para um desafio literário do qual eu estava participando e deveria ler e resenhar um livro de capa amarela) passou a infância em uma fazenda perto de Conquista, no Triângulo Mineiro e, depois voltou para São Paulo onde fez seus estudos. Casou-se cedo, aos 19 anos, e se mudou para o interior para onde sonhava voltar, pois achava que lá teria tempo para escrever. Teve 5 filhos que lhe deram onze netos e ajudou a cuidar também alguns dos bisnetos. Sua variada produção literária é dedicada, principalmente, à literatura infantil e infanto-juvenil. Seu primeiro livro “O rei do mundo” foi publicado em 1969. Ganhou vários prêmios literários, entre eles, o prêmio Jabuti, em 1971 com seu segundo livro “Uma rua como aquela”. Foi presidente da Academia brasileira de Literatura Infantil e Juvenil nos anos 80 e ganhou, inclusive o diploma de personalidade do ano em 1980.

O livro narrado em terceira pessoa, conta a história de Hadashi, um adolescente japonês, filho de um casal pobre que tinha doze filhos, três meninos que lhe poderiam ajudar a ganhar dinheiro para alimentar a família e nove meninas, contando com a recém-nascida. O pai, bem como o filho adolescente, muito se preocupava com essa situação. O mar já não oferecia mais peixes como outrora e o senhor Tanaka não sabia bem como lidar com isso.

A solução apareceu quando o casal Nakamura manifestou desejo de emigrar para o Brasil à procura de Jiro, seu filho mais novo que tinha se mudado para lá e do qual estavam a algum tempo sem notícias. Entretanto, como já eram idosos e não tinham outro filho para acompanhá-los, a ideia era adotar Hadashi e assim, resolver dois problemas de uma só vez. Seus outros dois filhos haviam morrido na guerra.

O pai pestanejou, mas acabou concordando com a ideia não sem antes fazer o filho prometer que jamais deixaria de manter contato com os pais biológicos e que mandaria dinheiro quando tivesse ficado rico no Brasil, pois esta era a ideia que os japoneses tinham de quem para este país emigrara.

Quando enfim, chegou o dia da viagem que duraria mais de 40 dias, todos estavam muito emotivos. Os pais não queriam que ele fosse e o filho não queria se afastar da família, mas não tinham opção.

A viagem marcou muito a vida do garoto, pois nela passou por coisas que nunca imaginara que iria passar, contudo isso serviu para o crescimento do seu caráter.

Ao chegarem à São Paulo, foram recepcionados alegremente por outros japoneses que já moravam na América e isto os animou bastante. Foram direcionados a uma fazenda de café junto com outras duas famílias. Lá, o capataz era deveras exigente. Não admitia corpo mole da parte de ninguém. Logo nos primeiros dias, entretanto, o senhor Nakamura conseguiu que o levassem à fazenda onde Jiro havia morado, porém ao chegar lá, ficou sabendo que o filho havia se casado com uma brasileira e teve um derrame cerebral porque não concebia que o filho o houvesse desobedecido e desobedecido as tradições japonesas casando-se com alguém que não era da sua terra.

Ficou um curto tempo no hospital e faleceu, não sem antes fazer a esposa e o filho prometerem que jamais procurariam Jiro; seria como se não soubessem da existência dele. E fez Hadashi prometer que cuidaria de Seiko, a mãe adotiva, até morrer.

Voltaram para a fazenda e aprenderam a lidar com o café e com o povo brasileiro. Sofreram muito. Hadashi tornou-se um jovem forte, trabalhador e honesto. A mãe, porém, não aguentou muito tempo e faleceu com problemas nos pulmões. Até então, Hadashi conseguira mandar muito pouco dinheiro para os pais, pois, primeiro tinha que saldar a dívida com o patrão e precisava comprar remédios para Seiko. Mesmo assim, jamais deixara uma carta da família sem resposta.

Depois que a senhora Nakamura faleceu, descortinou-se uma vida muito diferente para o jovem japonês, já com dezoito anos. Teve surpresas e decepções, mas conseguiu o que queria neste país tão longe de onde nascera.

A história é dividida em quatro partes e cada uma delas é separada em capítulos. É um romance juvenil muito interessante. Vale a pena ler o livro com o qual a autora conquistou o Prêmio Alfredo Machado Quintanela em 1982.

DLL  setembro -5º- Um livro de capa amarela

terça-feira, 24 de setembro de 2019

96- Resenha do livro A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

MARKUS ZUSAK, TRADUÇÃO VERA RIBEIRO, EDITORA 

INTRÍNSECA, 2010, 478 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

            Markus Zusak é um autor jovem nascido em 1975 na Austrália. O pai é australiano e a mãe é alemã. Tem 3 irmãos. É autor de outros cinco livros embora nenhum deles tenha alcançado o sucesso deste best-seller publicado em 2005 traduzido para mais de quarenta idiomas. Seu primeiro livro O azarão, foi publicado em 1999 e o mais recente é O construtor de pontes publicado em 2018.

A ideia de escrever uma história para uma protagonista que roubava livros bailava na cabeça do autor a algum tempo, mas faltava algo. Algum tempo depois, estava para escrever sobre as coisas que os pais tinham vivenciado na Alemanha nazista e na Áustria; então as duas ideias foram juntadas e nasceu A menina que roubava livros. Com certeza, esse fenômeno literário ainda escreverá outros grandes sucessos.

O livro começa com a apresentação de uma narradora diferente de qualquer uma que já se teve notícia: a morte. Ela, no decorrer do livro, vai filosofando e mostrando através de metáforas ser mais humana do que muitos humanos. A Alemanha vivia tempos que prenunciavam a Segunda Guerra Mundial. Havia muita pobreza e muita tensão política.

Ela conta a história de Liesel, uma menina alemã cujo pai estava desaparecido por ser comunista num país cujo líder era extremamente intolerante. A mãe, com medo de que os filhos ficassem desamparados, inscreveu-os em um projeto do governo que propunha a adoção de crianças que tinham as características que o Fürer considera as ideais para seu povo. De trem, Liesel e seu irmãozinho estavam sendo levados para a cidade de Molching onde os pais adotivos tomariam conta deles por uma pequena mesada. O menino não resistiu à viagem. Morreu e foi enterrado ao lado dos trilhos e ali, a menina teve acesso ao seu primeiro livro. O livro Manual do coveiro ficou sendo o elo entre sua família biológica e a adotiva.

A primeira impressão que a garota teve de Rosa, a mãe adotiva, era a de que ela era uma mulher intolerante enquanto que com Hans, a empatia foi imediata. Os dois eram um casal pobre. Ele era pintor e ela lavava roupas de várias famílias para ajudar no orçamento doméstico. Seus filhos, Hans Junior e Trudy, tinham suas próprias vidas longe dali.

A garota logo começaria a ir à escola. Lá, ela foi discriminada por não saber ler nem escrever, mas provou que essa era uma das coisas que mais desejava. Fez amizade com seu vizinho Rudy que a defendia e juntos viveram muitas aventuras. A comida era escassa e o garoto sugeriu que roubassem comida.

No dia em que houve um desfile e um discurso nazista bastante inflamado, houve também uma queima de livros. Estes eram queimados porque o governo os considerava subversivos. Liesel já fazia parte da juventude hitlerista para manter as aparências. Seus pais temiam pelo futuro caso afrontassem os ideais do governante. Neste dia, a protagonista roubou seu segundo livro. Hans lhe dava lições de leitura e de escrita e ela cada vez se apaixonava mais pelo mundo das palavras.

Num dia, Rosa a incumbiu de levar as roupas lavadas e passadas de Isa, a mulher do prefeito, que a tinha visto retirar um livro da fogueira no dia do desfile. Ela convidou a menina a conhecer sua biblioteca e permitiu que ela ficasse ali manuseando os livros e lendo partes deles. Para a menina, aquele era o paraíso. Leu vários livros que Isa lhe emprestou e chegou o dia em que ela passou a retirar livros de lá sem sua permissão os quais devolvia depois de ler.

Nessa época, Max, o filho de um amigo judeu de Hans já estava escondido no porão da casa. Max se tornou parte da família, o irmão que ela não tinha mais. Os dois se davam muito bem e a leitura foi o que manteve o jovem Max vivo quando sua vida estava por um fio. Pela primeira vez, ele viveu um natal cristão. A Família passou muitos sustos com medo de serem descobertos refugiando um judeu.

A guerra estava avançando e os bombardeios assustavam a todos. Os nazistas vistoriavam os porões das casas para ver se serviriam como abrigos antiaéreos e numa dessas visitas, quase forma descobertos. Em outros ataques aéreos, Liesel distraía todos os que estavam nos abrigos subterrâneos contando histórias em que mesclava o que tinha lido com histórias que criava em sua imaginação. Essa atitude prenunciava o seu futuro.

Tudo isso já anunciava o que estava por vir. Não se pode dizer nada mais a não ser, leia essa fascinante história que embora não seja real, parece-se muito com a realidade vivida por milhares de pessoas, alemãs ou não, judeus ou não entre 1939 e 1943. Uma história contada sob o ponto de vista da morte, uma entidade que tem um coração mais nobre do que o de muitos seres que se dizem humanos.

A história dividida em capítulos curtos tem partes lentas e outras bastante dinâmicas. A leitura é pesada por ter uma narradora não tradicional, mas tem partes tão envolventes que a interrupção da leitura se torna algo quase inaceitável. Já havia interrompido a leitura uma vez, mas desta vez me deixei levar pela magia dessa história dramática. O livro poderia ser classificado como um romance poético-dramático (classificação minha).

O livro tem uma adaptação para o cinema bastante fiel ao livro embora muitos detalhes não tenham sido apresentados como, por exemplo, o motivo pelo qual Hans estava com o acordeão do pai de Max.

Vale muito a pena ler o livro.
O livro O mensageiro tem resenha neste blog. Para lê-la, acesse


DLL setembro -3º- Um livro que já tinha sido abandonado e foi retomado

terça-feira, 17 de setembro de 2019

95- Resenha do livro DISCOVERY EARTH II- UMA MISSÃO NO PASSADO


MÁRCIA REIS MACEVAN, 2013, 157 páginas, PUBLICADO EM E-BOOK 

PELA AMAZON

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

A escritora sul-matogrossense de Eldorado é uma autora dos nossos tempos. Já publicou diversos livros em variados gêneros literários. Morou em Ouro Preto, Rondônia onde se graduou em Biologia, área na qual atuou.

Escreveu Discovery earth II- uma missão no passado no ano 2000 após uma pesquisa sobre a astronomia que é uma das suas paixões junto com os mangás.

Este livro bem como outros de sua autoria têm avaliações que vão de duas até cinco estrelas no site da Amazon que é onde seus livros são comercializados em formato digital ou físicos.

O livro dela do qual ela mais se orgulha é A flor do Ártico que tem resenha neste blog. (acesse em https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2018/05/27-resenha-do-livro-flor-do-artico.html)

Neste livro de ficção científica a autora retrata problemas que podemos vir a ter no nosso planeta: a falta de condições de vida. Remete a uma situação atual, pois estão havendo pesquisas desta natureza visto que o ser humano está explorando a terra desenfreadamente.

Por causa deste problema, a nave Discovery Earth I havia sido enviada no passado a uma missão espacial para tentar descobrir outro planeta em que a vida pudesse se desenvolver. Porém a nave desaparecera sem deixar vestígios, levando os pais de Anne, uma jovem astronauta que era uma das tripulantes da Discovery Earth II com a mesma missão, mas também com o secreto desejo de descobrir algo sobre o mistério do desaparecimento da nave e de seus pais.

Durante a missão, Anne fez descobertas interessantes e sigilosas que poderiam interferir na real missão da nave.

Paralelo à atividade como astronautas, há um sentimento de colaboração entre Anne e Richard, Ricy e Christian. E, pouco a pouco, o amor surge entre os dois casais. Há também revelações boas e ruins entre os demais tripulantes, principalmente quando a nave Discovery Earth I aparece num planeta ao alcance deles.

Um livro de ficção científica e que tem toques sutis de distopia gostoso de ler. Recomendo.


DLL setembro -4º- Um livro de ficção científica

terça-feira, 10 de setembro de 2019

94- Resenha do livro A CASA DO CÉU

AMANDA LINDHOUT e SARA CORBETT, TRADUÇÃO IVAR 

PANAZZOLO, EDITORA NOVO CONCEITO, 2013, 445 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

            Atenção: Esta resenha tem spoiler.

A autora-protagonista deste livro não é escritora. Para a publicação deste livro, Amanda contou com a ajuda da jornalista Sara Corbett. Foram três anos de pesquisas e anotações, conversas infindáveis e transcrições de conversas e da análise das anotações feitas pela protagonista na última casa de cativeiro que foram remetidas até seu endereço bem depois do fim do sequestro. Depoimentos dos pais de Amanda e de Nigel e da grande amiga Kely que se manteve perto da mãe de Amanda para dar-lhe apoio (de como eles se sentiam durante o sequestro e de como se desenrolaram as negociações para que fossem libertados) de Nigel, dos investigadores do Canadá e da Austrália entre outras pessoas.

            Em 2010, Amanda fundou o Fundo Global de Enriquecimento. Uma fundação para ajuda humanitária. Ela se inspirou numa mulher muçulmana que tentou ajuda-la a fugir. Percebeu naquele ato, que a maioria das mulheres de países muçulmanos não tem voz nem vez e com a fundação pretende ajudar essas mulheres a começar por oportunidade de estudo para as mulheres naqueles países onde elas não têm esse direito.

O livro conta em primeira pessoa a história de Amanda, uma garota filha de pais separados que aos dezesseis anos decide viver sua própria vida. Sai em busca de aventura com seu namorado Jamie. Juntos, como mochileiros, conhecem vários países vivendo um dia por vez até acabar o dinheiro. Volta então para o Canadá, procura emprego e encontra um por acaso. Nele, ela servirá drinques em salões de luxo onde pessoas ricas se reúnem para jogar. Só as gorjetas já lhe são bastante lucrativas. Trabalha por alguns meses e se embrenha em outro país para mais aventuras.

Numa dessas viagens, conhece Nigel e vive um caso de amor com ele, entretanto uma decepção os separa. Com ele também aprende um pouco sobre fotografia. Quando o dinheiro acaba, ela volta para o seu ninho, trabalha por mais um tempo, faz um curso de fotografia, e embarca novamente, desta vez com a intenção de trabalhar como fotógrafa freelancer vendendo fotos de lugares turísticos ou que mostrem o modo de vida do povo dos lugares que pretende conhecer para algum jornal. Consegue até mesmo vender algumas fotos e isso a anima a continuar tentando ter sucesso nessa atividade. Quer conhecer agora países que passam por conflitos como o Afeganistão e o Paquistão. Impressiona-se com as nuances de uma guerra, de como vive o povo que está constantemente no fogo cruzado. É alertada do perigo, porém quer continuar na linha do tiro.

Ao terminar o dinheiro, volta para casa, junta dinheiro de novo, entra novamente em contato com Nigel e decidem conhecer e trabalhar como jornalistas com contrato na Somália. Ao se reencontrarem, Amanda percebe que nada será como era antes com Nigel. Agora seriam só amigos, a contragosto do rapaz. Mas suas vidas sofreriam uma guinada inimaginável logo no quarto dia de sua estadia naquele país africano. Os dois foram sequestrados. Daí para frente, o livro passa a contar como foi sua vida no tempo de cativeiro. De como ela e Nigel aprenderam a se comunicar até mesmo sem palavras quando ficaram em quartos separados já que a lei muçulmana não permite que um casal não casado fique no mesmo ambiente sozinho. De como se converteu ao islamismo como tática de sobrevivência. Fala da tentativa de fuga e de como se sentiu ao serem recapturados, das torturas que ela sofreu por ser mulher. Ocorreu-lhe, inclusive, a ideia de se matar para evitar mais sofrimento e embora tivesse tido a oportunidade, recebeu um aviso sagrado de que seu cativeiro estava chegando ao fim.

Eles são transferidos várias vezes de uma casa para outra. E na última, a casa do céu, ela consegue em seu íntimo se transportar para um lugar fora do corpo onde não mais sofre.

O livro é uma biografia, portanto sabe-se desde o início que ela será libertada, tendo em vista que é ela mesma que conta a história. Como os fatos relatados são reais, temos também uma magnífica aula de História. É uma história muito sofrida. O leitor não consegue parar de ler. Quer logo saber como a história termina e seu martírio finda.

A história é dividida em 44 capítulos intitulados e tem partes extremamente dramáticas, porém é bem envolvente. Vale muito a pena ler o livro.


DLL setembro -2º- Um livro que tem mais de um autor

terça-feira, 3 de setembro de 2019

93- Resenha do livro CEIFADOR DE ANJOS - A COLEÇÃO DE FETOS


JULIETE VASCONCELOS, EDITORA SEKHMET, 2018, 290 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Juliete Vasconcelos é paulista de Itapeva. Autora jovem, formada em Turismo e apaixonada pela escrita. É colunista no Portal da Educação, escreve resenhas no blog Literaleitura e atua como antologista no Projeto Eco Literário. Iniciou sua carreira como escritora recentemente publicando seus livros na plataforma Wattpad. Através dela, a trilogia O ceifador de anjos foi lida por mais de 150 mil pessoas em apenas 10 meses.

Os três livros têm avaliações bastante positivas no site da Amazon onde os livros são comercializados.

Logo nos primeiros capítulos do primeiro livro desta trilogia de suspense policial, já ficamos sabendo que um assassino está a solta em Nova York e também sua identidade o que é algo bem diferente em se tratando de histórias policiais. Ele age sempre com o mesmo modus operandi: ataca mulheres grávidas abrindo-lhes a barriga retirando o feto e faz cortes para que se esvaiam em sangue e não possam delatá-lo.

Os detetives Christopher Lang e Ramona Hale são os responsáveis pela investigação e o sentimento que os mantêm em estado de alerta constante é a indignação. Como pode alguém ter tanto sangue frio a ponto de matar uma mulher que traz em seu seio uma outra vida e ainda lhe subtrair o feto?

Este é o perfil psicológico de Vincent Hughes, biomédico, casado com Donna Dixon e que mantém um relacionamento tranquilo com a esposa e com todos os que o cercam. Colegas, amigos, vizinhos e até mesmo a esposa não tem nem sombra de dúvida de que Vincent é uma pessoa honesta, feliz e realizada. Sua máscara é perfeita.

As coisas mudam quando Donna engravida e certo dia, ela chega mais cedo do trabalho. Sabendo que ele tem no porão, um lugar só seu, ela acaba indo até lá e se surpreende ao ver uma coleção de fetos guardados em potes de vidro. Desesperada, ela os quebra e depois entra em trabalho de parto.

O final deste primeiro livro da trilogia é surpreendente. Mesmo ficando sabendo quem é o psicopata, continuam muitas perguntas sem resposta o que atrai o leitor para ler a continuação da história.

DLL- setembro - 1º O primeiro livro de uma trilogia