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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

112- Resenha do livro HEIDI - A MENINA DOS ALPES 

TEMPO DE VIAJAR E APRENDER


JOHANNA SPYRI, TRADUÇÃO KARINA JANNINI

EDITORA AUTÊNTICA, 2017, 160 PÁGINAS


RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

O livro conta em terceira pessoa a história de Heidi, uma menina órfã suíça. Ela não tem irmãos e por isso, vive com uma tia que a certa altura, arranja para a garota um lar em que servirá como dama de companhia para Clara, uma menina de 12 anos que mora em Frankfurt, na Alemanha. Clara também já perdeu a mãe e o pai passa muito tempo fora a negócios, por isso quer alguém para passar os dias com a filha. Assim que a menina chega à mansão onde vai ser hospedada, a vida nela é virada de cabeça para baixo.

Tanto Clara quanto os vários empregados da casa são surpreendidos todos os dias pela vivacidade da pequena Heidi.

Tudo ia bem. A garota gostava de ficar ali, entretanto sentia muita saudade do tempo que viveu com o avô nos Alpes. Lá, ela fazia o que gostava: ajudava o pastorzinho Pedro a cuidar das cabras do avô, tomava leite fresquinho, brincava com as coisas da natureza, não precisava ir à escola.

Entretanto, junto com Clara e sua avó tinha aprendido muitas coisas como ler as histórias dos incontáveis livros que tinha a sua disposição e que a encantavam e também reprimir seus sentimentos. Apesar de sua depressão aparente aos olhos de todos, ela permanecia na mansão sem reclamar até que coisas amedrontadoras começaram a acontecer e o chefe da casa teve que ser chamado para resolver a situação.

O livro traz lições de humildade e simplicidade. Da pureza da alma de uma menina que precisa muito pouco para ser feliz.

O livro me fez lembrar o livro Polyanna cuja protagonista tem características semelhantes.

5º DLL- dezembro – um livro de capa verde


FRANCES HODGSON BURNETT, TRADUÇÃO JOÃO SETTE 

CAMARA, CIRANDA CULTURAL, 2019, 286 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL


O livro foi escrito por uma escritora inglesa de muito sucesso que desenvolveu o gosto pela leitura lendo os livros que ganhava de sua avó. Publicou muitos livros a partir de 1877. O jardim secreto foi publicado pela primeira vez em 1911 e alcançou grande sucesso e o mesmo aconteceu com sua adaptação para o cinema.

O livro conta em terceira pessoa a história da órfã Mary, uma menina de dez anos que perdeu os pais numa epidemia de cólera. Eles nunca a tratavam como a uma filha e, sim como um estorvo. A vida social deles se sobrepunha à dela. Ela sempre fora muito sozinha. Era triste, amargurada, mandona. Ninguém gostava dela. Como não havia mais ninguém pela garotinha na Índia, ela foi enviada, de navio, para a Inglaterra onde ficaria sob a tutela do seu tio Archibald Craven, um viúvo solitário que ficava a maior parte do tempo viajando a negócios.

Ao chegar naquele país, foi recepcionada pela governanta da mansão Misselthwhaite, a senhora Medlock. Em sua nova morada, ficava entediada porque não tinha com quem conversar e nem o que fazer. Não havia crianças e a única pessoa com que tinha contato era Martha, a criada que lhe trazia a comida. E foi a moça que a aconselhou a comer mais e lhe deu uma corda para que se exercitasse, pois a menina era muito franzina e pálida. 

E foi pulando corda pelos arredores da mansão que ela conheceu o jardineiro Ben e percebeu que havia um grande espaço de terra murado o qual ela imaginou que fosse um jardim. Ben lhe disse que aquele era um jardim que não tinha porta. Ela ficou intrigada com isso e passou a procurar uma porta, pois pensou que deveria haver uma. Imaginou que a tal porta talvez pudesse ser aberta com a chave encontrada enterrada por perto.

E foi um passarinho quem lhe mostrou o local. Estava todo coberto de hera. Assim que entrou no jardim, começou a imaginar tudo o que poderia ser feito ali. Aos poucos, ela foi percebendo que poderia transformar o lugar novamente em um jardim florido. Conheceu Dickon, o irmão de Martha e logo lhe contou sobre o jardim secreto e este passou a ajudá-la no seu intento.

Passou a comer bem e a se exercitar com a corda, por isso, ficou mais forte. Precisava disposição para trabalhar no seu pedaço de terra. Ficava triste em dias de chuva quando não conseguia ir até lá. E foi num desses dias, que ouviu de novo um ruído que parecia o choro de uma criança. Entretanto, ninguém admitia que ali vivia uma criança. Curiosa, começou a perambular pela casa e numa dessas excursões, descobriu o menino franzino e doente que emitia os tais choros.

Os primos se conheceram e perceberam que tinham várias características em comum: ambos eram solitários, tristes e amargurados. E a menina começou a se encontrar furtivamente com ele. Aos poucos, foi lhe contando como era a vida fora do quarto onde ele tinha estado desde que nascera sendo considerado aleijado e muito doente. Mary contou-lhe sobre o jardim secreto e de como a mágica da vida estava atuando lá e o menino ficou muito curioso em conhecê-lo, pois tinha fé de que uma mágica pudesse transformar a sua vida também. 

Esse clássico da literatura mundial tem uma diagramação bem singela. A história dividida em 27 capítulos e a página de abertura de cada um deles tem um desenho e logo abaixo, em números romanos, a enumeração e um título que já dá uma ideia sobre o que o capítulo vai tratar. Vale a pena ler o livro.


DLL  dezembro -4º- Um livro do gênero clássico

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

 110- Resenha do livro ENCONTRADA
 
CARINA RISSI, EDITORA VERUS, 2014, 476 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA

Na continuação do livro Perdida, Sofia está às voltas com os preparativos do seu casamento com Ian. Leia a resenha do livro Perdida pelo link a seguir https://livroseleiturasdepaula.blogspot.com/2019/07/84-resenha-do-livro-perdida-carina.html

Acontecem muitos imprevistos por causa do despreparo da noiva com relação ao modo de vida das pessoas do século XIX, como por exemplo, o estouro das rolhas de inúmeras garrafas de champanhe que seriam servidas durante a festa devido ao seu acondicionamento na cozinha (em vez de na adega) por conta do calor.

Ian e sua irmã Elisa, bem como seus criados, aceitavam com paciência esses atos. 

Sofia, por sua vez, não se dá por satisfeita pelo fato de Ian não querer que ela trabalhe, pois mulheres daquele século eram sempre sustentadas por seus pais, irmãos ou maridos; ela queria ter sua próprio renda, como a que obtinha vendendo os seus já famosos condicionadores de cabelos, criados por ela por força da necessidade usando frutas como coco, abacate e banana. Pretendia, com o dinheiro dessa renda, pagar pelo menos os presentes que desejava dar para o marido, como o relógio que já adquirira, entre outras coisas.

A protagonista também ficou bastante deslocada quando machucou o braço e que este precisava ser suturado e descobriu como fazia a sutura naquela época sabendo que a anestesia ainda não havia sido inventada. Isso a levou a pensar que os filhos que tivesse, teriam que nascer de parto normal, coisa a que não tinha intenção de se submeter.

Também ficou espantada ao descobrir que Ian acreditava numa maldição que tirava a vida de mulheres recém-casadas e que ele estava apavorado com o fato de que ela poderia recair sobre a esposa. Isso sem falar de Cassandra, uma tia de Ian que viera para o casamento do sobrinho e desaprovou a escolha da noiva por completo e infernizou a vida do casal por um tempo em que ali ficou hospedada.

Um livro tão empolgante e engraçado quanto o primeiro da série, surpreendendo o leitor a cada novo capítulo, mostrando que a criatividade não tem limites.

Vale muito a pena conhecer o conteúdo deste romance encantador.


DLL- 3º de um(a) autor(a) que você adora


terça-feira, 10 de dezembro de 2019

109- Resenha do livro AS AVENTURAS DO DETETIVE TOM


EDITORA CIRANDA CULTURAL, 2016, 96 PÁGINAS

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA INFANTO-JUVENIL

O livro é infanto-juvenil e conta com elementos mágicos. Traz cinco aventuras dos ‘detetives do prédio Azul’ que envolvem Tom, o protagonista, Mila e Capim. O trio está sempre junto para resolver os mistérios que rondam o prédio onde moram. Para deliberarem sobre esses mistérios, eles se reuniam no clubinho.

            No primeiro capítulo intitulado “O desmemoriado”, Tom conta que está sob os cuidados da prima Bel enquanto a mãe Rafaela viaja pela Índia.

            Um dia, chega uma caixa enviada pela mãe contendo presentes para alguns dos moradores do prédio. Bel incumbe o primo de levar o pacote de temperos que Rafaela mandou para a síndica Leocádia. O trio de detetives acreditava que ela era uma bruxa e tinham medo dela.

            Ao chegar ao apartamento dela, ela convida Tom para entrar e experimentar um caldo de feijão que estava fazendo. Ele se recusou por imaginar que poderia ser uma poção mágica maléfica. Então começou a caminhar para trás, tropeçou e caiu batendo a cabeça. O tombo fez com que ficasse desmemoriado. Seus amigos inseparáveis, Mila e Capim, uniram-se para tentar fazer com que sua memória lhe fosse restituída.

            Em “O detector de feitiços”, a segunda história do livro, Tom apresenta aos amigos do clubinho a sua nova invenção: o detector de feitiços. Com ela, o detetive esperava livrar o trio dos feitiços da dona Leocádia.

Imediatamente, resolveram testá-la na casa da bruxa. O detector piscou e apitou quando Tom apontou para um quadro que havia na casa dela. Depois, o adolescente foi testá-la no porão. Abriu um armário e apontou-a para uma vassoura suspeita. Em seguida, desmaiou e quando foi encontrado pelo porteiro Severino, percebeu que seu invento havia desaparecido. Novamente, o trio inseparável uniu forças e neurônios para desvendar o mistério.

O terceiro capítulo fala de outra invenção: ‘uma impressora em 3D’. Tom mostrou-a aos seus amigos e a primeira coisa da qual fez uma cópia foi um boné. Logo em seguida, Severino veio convidar o trio imbatível para tomar sorvete que dona Leocádia tinha deixado para eles. Comeram até se empanturrar mesmo suspeitando na bondade da dona Leocádia. 

Ao voltarem ao local onde haviam deixado a máquina, perceberam que ela havia sumido. Depois disso, ouviram um grito vindo do apartamento da síndica. Correram até lá e a encontraram desmaiada e com a casa toda revirada. Mesmo assim, eles conseguiram confirmar a suspeita de que ela estava envolvida neste mistério por causa de um anel de pedra roxa que foi encontrado perto de onde a máquina estava quando foi vista pela última vez. E novamente os três detetives entraram em ação para desvendar mais este mistério.

Neste capítulo intitulado “Os óculos”, Tom foi até o porão para buscar inspiração e/ou para tentar encontrar objetos que pudessem ser úteis para uma próxima invenção.

Lá, encontrou um par de óculos com lentes roxas e, curioso como ele só, usou-os. Antes não tivesse feito isso, pois na hora, começou a agir como se estivesse hipnotizado. Subiu até a portaria procurando saber onde era o apartamento da dona Leocádia. Todos perceberam que ele estava agindo de forma estranha e Mila e Capim tiveram que agir para desvendar esse mistério sem a ajuda dele.

No último capítulo, em mais uma ideia genial para pegar a bruxa que assinava com as iniciais ZZ, os detetives do prédio Azul idealizaram uma abóbora com sensores em forma de chicletes espalhadas por todo o prédio. Quando a bruxa tocasse alguma delas, ficaria com as mãos grudadas nela, o alarme soaria no clubinho e os três famosos detetives enfim descobririam que era ela, mas, mais uma vez, a dona Leocádia foi a primeira vítima. Mesmo não alcançando o sucesso pretendido, eles não desistiriam de pegar a bruxa que assombrava sua moradia.

Um livro infanto-juvenil com uma diagramação bem apropriada: letras grandes, páginas coloridas e desenhos atraentes para o público a que se destina. Não traz o nome do autor.

Além deste livro, a editora também publicou as aventuras de Mila, de Capim e da dona Leocádia. As histórias foram gravadas em formato de séries para a televisão.

DLL- 2º -Um livro que você acha a história ruim


segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

107- Resenha do livro A PRINCESINHA

FRANCES HODGSON BURNET, TRADUÇÃO MARCOS MAFFEI, 

EDITORA 34, 2013, 3ª EDIÇÃO, 232 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

O livro conta em terceira pessoa, a história de Sara, uma menina órfã de mãe e filha de um homem muito rico e preocupado com a educação dela e que, por isso a pôs num colégio interno onde poderia ter a melhor formação possível, mesmo sentindo assim muita saudade de sua ‘Pequena senhora’, como ele a chamava. Seu trabalho não lhe dava muito tempo para ficar com Sara que lhe era tão preciosa.

            No educandário da senhorita Minchin, a garota era tratada como uma princesa; todas as outras internas gostavam muito de estar com ela, apreciavam sua inteligência, beleza e humildade. Ela aprendia com muita facilidade e ajudava às demais no que podia.

            Tudo mudou quando seu pai morreu. A senhorita Minchin revelou-se mais maldosa que as madrastas dos contos de fadas, tratando-a pior do que a uma empregada, exigindo que fizesse os serviços mais rudes mesmo que estivesse chovendo ou nevando.

            Um dia, a mansão ao lado do educandário voltou a ficar ocupada. Nela, se alojou um homem muito rico e doente. Ele adoecera depois de perder o amigo e sócio o qual tinha uma filha que ficara desamparada. E por mais que a procurasse, não a encontrava, mesmo já tendo procurado em países como a Rússia e na França sem sucesso.

            Esse milionário ficou muito enternecido com a situação de penúria em que Sara vivia, alojada no sótão do educandário e resolveu ajudá-la em segredo.

            Grandes surpresas iriam modificar as vidas da menina e do milionário depois de se conhecerem. Humildade é a mais bela lição que podemos tirar dessa história que tem, inclusive, uma adaptação para o cinema.

            É um livro infanto-juvenil que tem capítulos curtos, como convém a um livro para esse público, e singelas ilustrações feitas por Tasha Tudor.

Tem resenha de outros livros dela com biografia neste blog.


DLL dezembro -1º- Um livro que você comprou pela capa

terça-feira, 26 de novembro de 2019

107- Resenha do livro AMYR KLINK – CEM DIAS ENTRE CÉU E MAR

AMYR KLINK, EDITORA JOSÉ OLYMPIO, 1985, 188 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES
           
O livro conta a história de Amyr Klink por ele mesmo. Amyr é um velejador paulista. Estudou em São Paulo sempre com grande capacidade de memorização e com facilidade nos cálculos. Passou a se interessar por canoagem quando se mudou para Paraty no Rio de janeiro e ao perceber que era péssimo no futebol. É fascinado por mapas antigos e relatos de grandes expedições marítimas que resultaram na descoberta dos continentes. Colecionava livros sobre o assunto chegando a marca dos 240 livros. Tudo isso demonstrou ser determinante para o sucesso da maior empreitada de sua vida. Realizou várias travessias curtas antes de se aventurar na descrita neste livro a qual iria marcar sua vida para sempre.

Nesse livro, o autor conta a história de sua travessia pelo Oceano Atlântico saindo sozinho da costa africana até a cidade de Salvador na Bahia num barco de apenas seis metros de comprimento. A travessia foi realizada entre junho e setembro de 1984.

Ele mesmo vai nos inteirando de suas experiências anteriores em que ficava sozinho dias e dias no mar e em como isso lhe dava prazer e o preparava para uma empreitada maior.

Conta sobre a importância dos estudos de inúmeras cartas náuticas, sobre naufrágios de outros veleiros que haviam tentado travessias semelhantes, sobre leituras de livros técnicos sobre o assunto, sobre conversas intermináveis com outros velejadores e tudo o mais que o pusesse a par do quão perigoso essa travessia poderia ser. Mas a ideia não saía de sua cabeça.

Narra também os empecilhos que encontrou para que sua vontade pudesse se concretizar. E ainda de como se preparou fisicamente para essa tarefa; da preparação da comida e da bebida que levaria e de como as mesmas deveriam ficar armazenadas para que a comida não estragasse e que não morresse de fome e sede; da adequação de um rádio amador para que pudesse se comunicar com alguém em terra firme se fosse necessário; dos instrumentos de navegação os quais teve que aprender a manejar e até mesmo a consertar se fosse o caso; do estudo das correntes marítimas entre outros detalhes todos eles extremamente importantes para o sucesso de sua travessia.

No dia em que finalmente conseguiu sair de Lüderitz na costa sudoeste da África, sentiu-se tão feliz e emocionado quanto quando chegou à costa brasileira. Os primeiros dias foram bastante turbulentos devido às correntes marítimas revoltosas e um encontro não programado com um navio que quase pôs tudo a perder. A tripulação de um navio grande como aquele poderia não vê-lo no mar e foi exatamente por isso que chegou bem perto de naufragar.

Um nutricionista tinha preparado um cardápio bem variado para 150 dias, sendo que a previsão de duração da travessia era de 109 dias. Tinha comida para 43 dias a mais, pois poderiam haver imprevistos. Havia também cardápios específicos para caso ele ficasse doente.

Passou por uma tempestade que durou dias. Isso atrasou a sua viagem, porém não o desanimou. Assim que a chuva parou e o mar se acalmou, tratou de saber a sua localização e seguir em frente.

Defrontou-se com diversos tipos de animais como dourados, focas, tubarões, baleia e gaivotas. Sendo assim, não sentiu solidão em nenhum momento da viagem. Depois de várias semanas, sentiu saudades como ele descreve neste trecho: “Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias.” (página 114). Aprendeu muitas coisas nesse tempo.

Como o próprio título já antecipa, a viagem durou exatos 100 dias, ou seja, ele chegou à costa brasileira com nove dias de antecedência. Vivo, forte, saudável e com um sentimento de vitória tão grande que prometeu a si mesmo que faria outras travessias que lhe dessem a mesma satisfação que esta ou mais ainda, se é que isso era possível.

Em nenhum momento deixou de acreditar que chegaria são e salvo ao Brasil, embora soubesse que haveria obstáculos perigosos.

A história dividida em 15 capítulos tem partes bastante dramáticas, porém é bem envolvente. Vale a pena ler o livro.


DLL novembro -5º- Um livro de capa azul
105- Resenha do livro OS FORNOS DE HITLER – A HISTÓRIA DE 

UMA SOBREVIVENTE DE AUSCHWITZ


OLGA LENGYEL, TRADUÇÃO CELINA PORTOCARRERO e 

THEREZA CHRISTINA MOTTA, EDITORA PLANETA BRASIL, 2018,

240 páginas

RECOMENDAÇÃO: LITERATURA ADULTA


O livro conta um pouco da história real de milhares de prisioneiros; a forma cruel como eram tratados pelos nazistas liderados por um homem extremamente intolerante que acreditava que alemães de olhos azuis pertenciam a uma raça superior e como tal, deveriam dominar o mundo. Assim sendo, torturou e matou milhares de pessoas das formas mais cruéis imagináveis.

            O livro é ambientado em dois dos mais famosos campos de extermínio: Auschwitz e Birkenau. É contado em primeira pessoa, pois a autora sobreviveu ao holocausto, porém publicou o livro para divulgar tudo o que sofreu e que presenciou: as torturas pelas quais ela mesma passou e outras pelas quais viu outros passarem; as enganações (quando os nazistas iludiam prisioneiros dizendo que os libertariam quando, na verdade, seriam enviados para as câmaras de gás); os assassinatos a sangue frio que foi obrigada a assistir; a fome e as doenças que dizimaram tantas pessoas.

A autora escreve de tal maneira que parece que estamos acompanhando tudo ao vivo. É uma leitura pesada, pois os prisioneiros e os que cumpriam trabalho forçado eram privados das necessidades mais básicas do ser humano.

Não é uma história bonita e não tem um final feliz, embora a autora tenha sobrevivido para contar as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial.

A obra autobiográfica dividida em 27 capítulos é bastante dramática e em que cada qual conta um episódio com outros protagonistas os quais viveram os horrores da Segunda Guerra Mundial. Vale a pena ler o livro.


DLL  novembro -4º- Um livro que traz um drama

terça-feira, 19 de novembro de 2019

105- Resenha do livro AS MEMÓRIAS DE EUGÊNIA

MARCOS BAGNO, EDITORA POSIGRAF, 1ª EDIÇÃO, 2012, 88 páginas

RECOMENDAÇÃO: PARA TODAS AS IDADES

Marcos Bagno, escritor mineiro, começou a ler muito cedo e praticamente sozinho. A leitura e a escrita lhe pareceram um mundo mágico, por isso, ainda bem jovem sonhava em ser escritor. A tarefa o encanta de tal modo que escreve nos mais diversos gêneros tais como contos, poesias, narrativas de aventura e livros sobre o estudo da Língua Portuguesa.

A inspiração para este livro surgiu quando passeava por uma rua de Recife e viu uma plaquinha pendurada num jambeiro com seu nome científico “Eugenia Malaccensis”. Como achou esse nome muito chamativo, passou a imaginar memórias para esse jambeiro. O livro fez tanto sucesso que, com ele conquistou o 3º lugar do Prêmio Jabuti na categoria juvenil e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2012.

Segundo Luiz Ruffato “Um bom livro é aquele que você não consegue resumir em poucas palavras, porque permite várias camadas de leitura diferentes. As memórias de Eugênia é um ótimo exemplo dessa constatação.”

O livro é um romance juvenil e traz as memórias de Eugênia, uma árvore, durante cerca de 150 anos. Sua história se entrelaça com as histórias de vida das mulheres da família Carvalho. Começa com a história do nascimento de Eugênia que foi plantada por Margarida. O caroço de jambo resultou de um presente que recebeu e por ser uma fruta que não conhecia, mas de sabor muito agradável, ela plantou o caroço e dele veio a planta que Margarida levou para o local onde ela passaria a viver com seu marido logo após o casamento. Era nada mais que uma mudinha de 30 centímetros de altura quando foi levada ao povoado que mais tarde receberia o nome de Margarida. A mulher teve vários filhos e a árvore era a amiga com quem ela desabafava e para quem corria para contar suas alegrias.

A história vai contando paralelamente o desenvolvimento do povoado até que se transformasse em cidade e viesse a apresentar os primeiros problemas tipicamente urbanos. Margarida foi a primeira professora e também a esposa do primeiro prefeito. Rosa, sua filha mais nova, é a personagem pessoa mais importante da trama, e ela, assim como a mãe, fora atraída para a convivência com Eugênia. Rosa também ia chorar aos pés da árvore quando as coisas não davam certo como quando seu amor foi trabalhar na Marinha quando já tinham jurado se casar quando ele voltasse do serviço obrigatório. Chorou muito ao perder o contato com o amado achando que ele a havia trocado por outra. Mesmo assim, tratou de seguir em frente repassando a tradição do contato com a árvore e protagonizando sua própria história.

O final da história traz uma mensagem de superação, levantando temas como afetividade, relacionamento familiar, transformação da paisagem urbana de uma forma harmoniosa.
  
           A história não é dividida em capítulos, é uma leitura muito envolvente. Vale a pena ler o livro.

DLL 3º novembro – um livro de até 100 páginas